Biblioteca Virtual

Dicas para Leitura

JUNHO/2018

Também conhecida como Gaismas Pils (Castelo de Luz), a Biblioteca Nacional da Letônia (Latvijas Nacionala biblioteka) é uma instituição cultural nacional ligada ao Ministério da Cultura. Fundada em 29 de agosto de 1919, situava-se no centro da cidade de Riga. Hoje, o prédio moderno projetado por Gunnar Birkerts localiza-se na margem esquerda do rio Daugava. Na concepção do espaço, o arquiteto aplicou diversas referências do folclore da Letônia e apelidou o edifício de Castelo de Luz, pois à noite se destaca com suas luzes interiores. Possui mais de 4,5 milhões de títulos, incluindo coleções especiais, livros raros, manuscritos, Enciclopédia da Letônia, mapas, partituras, gravações de som, publicações gráficas, efemérides e periódicos. A biblioteca também promove eventos culturais, como música, teatro e exposições, publica livros, organiza a digitalização da Herança Cultural da Letônia, e abriga um tesouro nacional: o Armário de Canções Populares (Dainu skapis), formado por manuscritos de canções folclóricas de toda a Letônia, conhecidas como Latvju dainas. Foram organizadas e coletadas por Krišjanis Barons (1835-1923) e por Johann Gottfried Herder (1744-1803), sendo que as mais antigas datam de 1584 e 1632. São mais de 1,2 milhão de Dainas com referências que vão desde peças teatrais até conversas do dia a dia. Neste ano de 2018, Gaismas Pils recebeu o título de melhor biblioteca do mundo pela Feira do Livro de Londres.

ADMINISTRAÇÃO / EMPRESAS

Concessões

GALLO, Fabricio; BASTIANI, Pablo Augusto. Concessões de rodovias em São Paulo e a relevância dos repasses de ISSQN dos pedágios na composição dos orçamentos. Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 7, n. 2, p. 249-272, 2017. Disponível em: <http://agbcampinas.com.br/bcg/index.php/boletim-campineiro/article/view/314>

O texto discute como os modelos de concessão de rodovias, por meio do repasse de um percentual da arrecadação com os pedágios na forma de imposto, o ISSQN, acabam criando regiões privilegiadas e novas dinâmicas territoriais. O objetivo central é entender como ocorreu a expansão da prática de pedagiamento nas rodovias do estado de São Paulo e, a partir disso, discutir os efeitos causados em nível municipal. Para uma análise mais aprofundada e de maneira a exemplificar o que ocorre por todo o estado, foi dado um enfoque na Região Metropolitana de Campinas. Esta foi escolhida pela quantidade de rodovias concessionadas que cruzam os diversos municípios que fazem parte da região, além de estar localizada em uma área de grande relevância para a economia estadual.

 

Logística

FURQUIM, Thales Stevan Guedes; VIEIRA, José Geraldo Vidal; OLIVEIRA, Renata Magalhães. Restrições de carga urbana e desafios logísticos: percepção de varejistas e motoristas em Sorocaba. Transportes, São Paulo, v. 26, n. 1, p. 142-156, 2018. Disponível em: <https://www.revistatransportes.org.br/anpet/article/view/1354>

O aumento na demanda por mercadorias tem impacto direto no sistema de distribuição de cargas nos centros urbanos. O objetivo deste artigo é analisar quais são as maiores dificuldades no recebimento das mercadorias referentes às restrições locais e aos desafios logísticos, sob o ponto de vista dos varejistas e transportadores. Um levantamento de dados foi feito com os atores na região central da cidade de Sorocaba. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, análise de correlação e análise fatorial. Como resultado, percebe-se que a principal restrição é a falta de local disponível para entrega/recebimento de mercadorias nos estabelecimentos e os principais desafios logísticos são referentes à infraestrutura do local e entregas fora do horário comercial.

AGRICULTURA

Sociologia Rural

KORBÉOGO, Gabin. Ordering urban agriculture: farmers, experts, the state and the collective management of resources in Ouagadougou, Burkina Faso. Environment & Urbanization, London, v. 30, n. 1, p. 283-300, abr. 2018.

<https://bibliotecavirtual.emplasa.sp.gov.br/Documentos/Dicas/2018/Junho/Environment-Urbanization_v30_n1.pdf>

O artigo explora o tratamento legal, político e social da posse de terra, dos fluxos e da qualidade da água em uma região de Ouagadougou, onde a agricultura urbana é uma fonte importante de receita para indivíduos e grupos, e uma arena sociopolítica para representantes do estado, especialistas e agricultores. As relações de poder se enfrentam, sobretudo, na regulamentação, controle e uso dos recursos naturais, mas também nos interesses de nutrição e saúde dos residentes. As autoridades públicas produzem e monitoram o cumprimento dos padrões legais de uso e higiene da água, enquanto os agricultores lutam individual e coletivamente para garantir o uso eficiente da terra e das fontes de água, às vezes desafiando as normas oficiais. Esses interesses divergentes podem levar a conflitos que são negociados institucional ou informalmente. A agricultura urbana é, portanto, um marcador da dinâmica sociopolítica e econômica da cidade.

FINANÇAS

Orçamento Participativo

CABANNES, Yves; LIPIETZ, Barbara. Revisiting the democratic promise of participatory budgeting in light of competing political, good governance and technocratic logics. Environment & Urbanization, London, v. 30 n. 1, p. 67-84, abr. 2018.

<https://bibliotecavirtual.emplasa.sp.gov.br/Documentos/Dicas/2018/Junho/Environment-Urbanization_v30_n1.pdf>

O orçamento participativo (OP) tem sido uma grande inovação na governança em todo o mundo, com mais de 3.000 experiências listadas em 40 países, tendo se diversificado ao longo dos seus 30 anos. Os autores propõem uma taxonomia para distinguir as lógicas atuais do OP: política (para mudança democrática radical), boa governança (para melhorar os vínculos entre o público e as esferas dos cidadãos) e tecnocrática (para otimizar o uso e a transparência dos recursos públicos). Refletem sobre as contribuições da boa governança e dos quadros tecnocráticos para a modernização gerencial e estatal. Defendem a necessidade de reorientar a qualidade deliberativa dos OPs, chamando a atenção para a educação cívica e para o empoderamento dos participantes como componentes chave para abrir caminhos aos sistemas políticos alternativos e de materialização do “direito à cidade” de Henri Lefebvre.

HABITAÇÃO

Custos

PATEL, Shirish B.; SALUJA, Jasmine; KAPADIA, Oormi. Affordable housing needs affordable transit. Environment & Urbanization, London, v. 30, n. 1, p. 123-140, abr. 2018.<https://bibliotecavirtual.emplasa.sp.gov.br/Documentos/Dicas/2018/Junho/Environment-Urbanization_v30_n1.pdf>

O artigo descreve uma proposta de habitação a preços acessíveis para todos os grupos de rendimento em áreas periurbanas urbanizáveis servidas por uma estação ferroviária suburbana. Conectando-se a este nó de trânsito arterial, um sistema de transporte rápido de ônibus de alta frequência alimentaria as áreas mais distantes da estação. Por meio de um perfil de renda dos moradores da cidade, foi estimado o que as famílias podem pagar pela moradia. Então, assumindo subsídios diferenciais baseados no preço da terra, foi determinada a viabilidade financeira para qualquer localidade. Foram estudados dois locais específicos no norte de Mumbai, contudo a proposta é genérica e, com adequação de pressupostos, pode ser aplicada internacionalmente em outros contextos.

 

Habitação de Interesse Social

JESUS, Patricia; DENALDI, Rosana. Experiências de regulação urbana e suas possibilidades: análise a partir do Programa Minha Casa Minha Vida na região do Grande ABC (São Paulo). EURE, Santiago, v. 44, n. 132, p. 67-87, maio 2018. Disponível em: <https://scielo.conicyt.cl/pdf/eure/v44n132/0250-7161-eure-44-132-0067.pdf>

Muitas avaliações têm sido feitas ao Programa Minha Casa Minha Vida, sobretudo, quanto aos seus efeitos territoriais negativos nas cidades, atribuídos à baixa capacidade reguladora e institucional dos municípios em arbitrar sobre a localização dos empreendimentos de um lado, e ao protagonismo das empresas construtoras de outro. Questiona-se se estes efeitos poderiam ser minimizados em um contexto de aplicação dos instrumentos previstos no Estatuto da Cidade, com o objetivo de reservar áreas adequadas para produção de Habitação de Interesse Social. O artigo analisa a experiência dos municípios da Região do Grande ABC relativa à aplicação de instrumentos urbanísticos, especialmente às Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) e sua relação com a produção do PMCMV entre 2009-2014. Conclui-se que a aplicação de tais instrumentos influencia positivamente na operação do Programa, de modo que as localizações mais adequadas de seus produtos relacionam-se com o histórico de regulação urbana e com a proatividade de suas prefeituras em sua execução.

 

Habitação Subnormal (áreas de risco)

DESROSIERS, Ismane. Haiti: um olhar crítico sobre o processo de urbanização de Canaan após 2010. Boletim Campineiro de Geografia, v. 7, n. 2, p. 383-404, 2017. Disponível em: <http://agbcampinas.com.br/bcg/index.php/boletim-campineiro/article/view/351>

O artigo tem como objetivo discutir o processo de urbanização de Canaan no contexto pós-terremoto de 2010 no Haiti. Para isso, foi feita uma análise crítica da evolução dessa área da região metropolitana de Porto Príncipe, onde está ocorrendo um processo de urbanização caótica, evidenciada pela consolidação de bairros precários constituídos por iniciativas individuais por parte da população vítima do terremoto. Buscou-se mostrar como esse processo vem impactando ainda mais a problemática urbana na região. A metodologia utilizada consiste numa coleta de informações baseadas nos livros, revistas técnico-científicas, periódicos e artigos científicos, sobretudo os que abordaram a questão de Canaan.

 

FLOWER, Benjamin; FORTNAM, Matt; KOL, Leakhana; SASIN, Piotr; WOOD, Rachel Godfrey. Using participatory methods to uncover interacting urban risks: a case study of three informal settlements in Phnom Penh, Cambodia. Environment & Urbanization, London, v. 30, n. 1, p. 301-316, abr. 2018.<https://bibliotecavirtual.emplasa.sp.gov.br/Documentos/Dicas/2018/Junho/Environment-Urbanization_v30_n1.pdf>

Os moradores de assentamentos informais enfrentam uma gama diversificada de riscos urbanos, desde choques climáticos e econômicos até a poluição local e a ameaça de despejo. Este artigo explora esses riscos conduzindo avaliações de vulnerabilidade e capacidade de risco participativo em três assentamentos informais na capital cambojana de Phnom Penh. A avaliação revela uma variedade de riscos, que interagem entre si e com as vulnerabilidades locais, produzindo perfis complexos. Foi destacada a importância de uma avaliação holística do risco urbano no lugar de se focar em riscos únicos ou setores específicos. A abordagem participativa também revela os processos ao nível a unidade familiar e da comunidade, fornecendo informações valiosas sobre as melhores formas de suporte das populações urbanas vulneráveis.

POLÍTICA

Participação Comunitária

LOPEZ, Felix Garcia. Perfil das organizações da sociedade civil no Brasil. Brasília: Ipea, 2018. 176p. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/180607_livro_perfil_das_organizacoes_da_sociedade_civil_no_brasil.pdf>

As organizações da sociedade civil (OSCs) no Brasil definem temas centrais em discussões na esfera pública e exercem atividades de interesse coletivo nos mais diversos setores da sociedade. Porém, escopo das ações e o perfil das OSCs carecem de conhecimento detalhado e informações sistemáticas. Tais informações são fundamentais para formular ações direcionadas a este setor, para apoiar gestores públicos a definirem políticas mais efetivas em parcerias com as OSCs. Esta publicação é um esforço no sentido de atualizar os dados e fornecer um perfil das OSCs. Analisa sua distribuição no território, as finalidades de atuação, os recursos federais disponíveis, a mão de obra empregada em termos de vínculo empregatício, escolaridade e remuneração.

REGIÕES

Planejamento Regional

CHAPARRO, Juan Jose Gutierrez. Planejamento urbano e habitat III: indício de uma reforma necessária para o México. Pós. Revista do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismos da FAUUSP, São Paulo, v. 25, n. 45, p. 68-85, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/posfau/article/view/125126>

Em diversas cidades do mundo, iniciativas para a implementação da Nova Agenda Urbana estão sendo promovidas, depois de um ano que esta foi adotada no Habitat III. O artigo aponta que enquanto no âmbito internacional o Planejamento Urbano é recomposto e adaptado ao novo cenário, em países como o México são evidentes as características de um modelo cujas bases correspondem ao estilo moderno dos anos setenta promovido pelo Habitat I. O objetivo desse estudo é discutir as deficiências do Planejamento Urbano no Estado do México, localizado no centro do país, e fornecer evidências de uma reforma necessária para assumir os compromissos da Nova Agenda Urbana. Foram analisados os Planos de Desenvolvimento Urbano da cidade de Toluca, de 1985 até 2014.

 

COSTA, Marco Aurélio; MAGALHÃES, Marcos Thadeu Queiroz; FAVARÃO, Cesar Buno (Orgs.). A nova agenda urbana e o Brasil: insumos para sua construção e desafios a sua implementação. Brasília: Ipea, 2018. 133 p. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/180529_a_nova_agenda_urbana_e_o_brasil.pdf>

O livro é fruto de uma demanda do Conselho Nacional das Cidades (ConCidades) após a publicação do relatório brasileiro sobre a Conferência Habitat III. O primeiro capítulo traz uma reflexão sobre os rumos da Nova Agenda Urbana de maneira mais geral abordando aspectos da geopolítica das cidades. Os demais capítulos tratam dos temas de Habitat III, tais como mobilidade, saneamento, direito à cidade, governança, habitação, finanças, entre outros.

SANEAMENTO AMBIENTAL

Esgotamento Sanitário

GULINELLI, Érica Lemos; GHIRARDELLO, Nilson. Água e esgoto: embelezamento e higiene nas residências de Bauru-SP. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, v. 6, n. 38, p. 1-17, 2018. Disponível em: <https://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/view/1780/1745>

Os discursos higienistas e de embelezamento urbano, juntamente com os códigos de posturas vigentes, nortearam a produção da moradia na cidade de Bauru-SP das décadas de 1900 a 1920. A infraestrutura de água e esgoto foi um meio de minimizar as questões relacionadas com a higiene da cidade. O artigo tem como objetivo investigar os cômodos de serviços, principalmente os banheiros, na configuração dos espaços de morar, bem como entender a influência do saneamento nos projetos residenciais. A metodologia compreende: abordagem teórica sobre formação urbana, ferrovia, sanitarismo, infraestrutura e legislação; pesquisa em documentos primários; investigação e análise iconográfica em processos de aprovação para construção da edificação. Pretende elucidar questões acerca do saneamento visto como medida higienizadora e de embelezamento do ambiente construído; compreender o diálogo entre as políticas sanitárias e habitacionais; e contribuir com estudos sobre história urbana.

TECNOLOGIA

Inovação

SANTOS, Ulisses dos; MENDES, Philipe. A localização dos atores do sistema de inovação brasileiro e seus impactos regionais na década de 2000. EURE, Santiago, v. 44, n. 132, p. 155-183, maio 2018. Disponível em: <https://scielo.conicyt.cl/pdf/eure/v44n132/0250-7161-eure-44-132-0155.pdf>

A literatura sobre sistemas de inovação e desenvolvimento regional observa a existência de impactos positivos da proximidade geográfica entre atividades econômicas e estruturas de ciência e tecnologia. Frente a essa observação, o trabalho avalia se a localização de atores do Sistema Nacional de Inovação favorece as atividades econômicas locais em microrregiões do país. Os resultados empíricos indicam que o setor industrial das microrregiões observadas é positivamente influenciado pela presença de entes do sistema de inovação. Isso sugere que o processo recente de expansão do sistema de inovação no Brasil tende a gerar importantes efeitos sobre as estruturas produtivas regionais, principalmente, sobre a indústria. Para o setor serviços não foram observados impactos estatisticamente significantes, embora os dados indiquem que a presença de tais atores também favorece o setor.

TRANSPORTES

Aéreo

CAPPA, Josmar. Cidades e aeroportos no século XXI. Campinas: Editora Alínea, 2013.<https://bibliotecavirtual.emplasa.sp.gov.br/documentos/dicas/2018/junho/Cidades-e-Aeroportos.pdf>

O estudo analisa o aeroporto como infraestrutura estratégica para o desenvolvimento econômico no século XXI. Diferencia-se pela perspectiva da análise integrada, aborda a organização do transporte aéreo e a dos aeroportos no Brasil como partes do processo de industrialização do século XX e como estratégia para a integração regional aérea e para a soberania nacional. A região de Campinas, expressiva no país, e o Aeroporto Internacional de Viracopos, projetado para ser um centro aeroportuário da América Latina, são utilizados como estudo de caso sobre as relações econômicas entre cidades e aeroportos no século XXI. O intuito da obra é subsidiar a formulação de políticas públicas de gestão aeroportuária para antever problemas e soluções nas relações entre cidades e aeroportos e, ao mesmo tempo, viabilizar a melhor inserção do aeroporto junto à dinâmica urbana e econômica da cidade, utilizando-o como estratégia de indução do desenvolvimento local e regional.

URBANISMO

Crescimento Urbano

SILVA, Ciro Ruiz Vicente da; MATIAS, Lindon Fonseca. Vetores de expansão urbana: análise da cidade de Campinas (SP). Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 7, n. 2, p. 273-297, 2017. Disponível em: <http://agbcampinas.com.br/bcg/index.php/boletim-campineiro/article/view/330>

Campinas se tornou, ao longo de sua história, uma grande cidade do interior paulista e em meio a tal processo sua estrutura urbana se desenvolveu, cresceu e se complexificou. Este artigo buscou mapear, com uso de geotecnologias, os principais vetores de crescimento da mancha urbana campineira no período 1842 a 2016 e entender como se deu a sua distribuição pelo território municipal. Neste sentido, é possível constatar que Campinas possui uma mancha urbana que se encontra conurbada em algumas direções com outros municípios da Região Metropolitana de Campinas e que seu principal vetor alcança dezoito quilômetros e se encontra distribuído na forma de uma mancha contínua no sentido sudoeste-nordeste, com pequenas áreas de dispersão pelo seu território, especialmente nas direções norte e nordeste, o que ajuda a entender uma série de problemas relacionados ao crescimento urbano campineiro.

 

Geografia Urbana

OLIVEIRA, Juliana Santos de; REIS, Bruno Pereira. As lógicas espaciais do sistema bancário em articulação às dinâmicas de valorização fundiária no uso capitalista do espaço em Presidente Prudente e São José do Rio Preto (SP). Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 7, n. 2, p. 317-342, 2017. Disponível em: <http://agbcampinas.com.br/bcg/index.php/boletim-campineiro/article/view/340>

O trabalho tem como intuito analisar as articulações entre as lógicas espaciais do sistema bancário e as dinâmicas de valorização fundiária nas cidades de Presidente Prudente e São José do Rio Preto – SP nos anos de 2000 e 2010, avaliando suas repercussões na produção e uso do espaço urbano nestas cidades médias. A hipótese é de que há uma relação intrínseca entre a localização dos fixos bancários e as áreas de maior valorização fundiária nas duas cidades, reforçando processos de fragmentação e segregação socioespacial.

 

Sociologia Urbana

GALLO, Douglas; BESSA, Eliane Ribeiro de Almeida da Silva. Saúde e espaço urbano: a promoção de cidades mais saudáveis e sustentáveis. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, v. 6, n. 38, p.29-43, 2018. Disponível em: <https://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/view/1784/1747>

O artigo tem por objetivo investigar como o espaço urbano pode influenciar na qualidade de vida urbana e na promoção de uma cidade mais saudável e sustentável. Foi realizado levantamento bibliográfico com o intuito de construir uma discussão crítica das relações entre saúde e urbanismo, procurando compreender suas interconexões, potencialidades e dificuldades. Ao adotar a qualidade de vida urbana e o bem-estar como parâmetros para o planejamento e gestão urbana, as políticas públicas buscam integrar os esforços e agentes sociais para a melhoria das condições de vida da população. Somente com ações integrais e intersetoriais pode-se promover cidades mais saudáveis e sustentáveis, com engajamento social e mais equidade.