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Dicas para Leitura

JANEIRO/2018

Tipologia intraurbana: espaço de diferenciação socioeconômica nas concentrações urbanas do Brasil, publicação do IBGE, retrata a diversidade das condições de vida da população. Alinhado às necessidades de se aprofundar o conhecimento das formas de organização da estrutura interna das cidades, apresenta os resultados obtidos em uma escala de detalhe maior do que a do município. Tal esforço contribui para o planejamento urbano de instituições nacionais, além de ampliar o diálogo com as organizações internacionais voltadas à transformação dos espaços urbanos de modo sustentável. A metodologia adotada apoiou-se em sucessivas análises de agrupamentos de temas ligados à adequação de moradia e condições socioeconômicas da população, nas 63 maiores concentrações urbanas do país (mais de 300 mil habitantes), além das cidades de Palmas (TO) e Boa Vista (RR), totalizando 435 municípios. Os resultados propiciaram a criação de 11 tipos intraurbanos que representam as diversas condições de vida dos habitantes nos tecidos urbanos das cidades brasileiras.  Além dos principais pontos conceituais adotados, metodologia empregada e análises, mapas, quadros, gráficos e tabelas complementam o conteúdo da publicação.

CONDIÇÕES DE VIDA

Estatística

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Tipologia intraurbana: espaço de diferenciação socioeconômica nas concentrações urbanas do Brasil. Rio de Janeiro: Ibge, 2017. 164 p. Disponível em: <https://ww2.ibge.gov.br/apps/tipologia_intraurbana/>.

O estudo do Ibge retrata a diversidade das condições de vida da população. Alinhado às necessidades de se aprofundar o conhecimento das formas de organização da estrutura interna das cidades, apresenta os resultados obtidos em uma escala de detalhe maior do que a do município. Tal esforço contribui para o planejamento urbano de instituições nacionais, além de ampliar o diálogo com as organizações internacionais voltadas à transformação dos espaços urbanos de modo sustentável. A metodologia adotada apoiou-se em sucessivas análises de agrupamentos de temas ligados à adequação de moradia e condições socioeconômicas da população. Os resultados propiciaram a criação de 11 tipos intraurbanos que representam as diversas condições de vida dos habitantes nos tecidos urbanos das cidades brasileiras. Mapas, quadros, gráficos e tabelas, complementam o conteúdo da publicação que reúne ainda, inúmeros dados para download e geoserviços de mapas.

 

Educação

ROCHA, Roberto Hsu et al. A relação entre o ensino superior público e privado e a renda e emprego nos municípios brasileiros. Pesquisa e Planejamento Econômico - PPE, Rio de Janeiro, v. 47, n. 3, p. 39-69, dez. 2017. Disponível em:<http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=32167&Itemid=3>

O artigo tem como objetivo analisar a influência da expansão do ensino superior sobre o mercado de trabalho. Examinou-se como o aumento dos graduados nos municípios brasileiros se relaciona às variáveis de trabalho e renda média. Com dados em painel e utilizando diferentes especificações, os resultados indicam que o crescimento do ensino superior está associado ao aumento do salário médio, da taxa de ocupação e da renda per capita. A variação relativa dos concluintes em instituições públicas é fortemente correlacionada com os salários e as rendas médias, enquanto os graduados de instituições privadas apresentaram correlações comparativamente maiores com a taxa de ocupação. Além disso, a área de conhecimento associada à maior variação salarial e de renda é de agricultura e veterinária.

ECONOMIA

Mercado de Trabalho

MONTEITH, William; LWASA, Shuaib. The participation of urban displaced populations in (in)formal markets: contrasting experiences in Kampala, Uganda. Environment & Urbanization, Londres, v. 29, n. 2, p. 383-402, out. 2017. Disponível em:<http://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0956247817721864>

Aproximadamente 60% dos 17 milhões de refugiados do mundo vivem em cidades e não dispõem de assistência financeira e proteção legal. Essa população depende do mercado formal e, sobretudo, do informal. No entanto, pouco se sabe sobre como os refugiados entram nesses mercados, como são abrigados pela população, ou qual o papel dos governos municipais e agentes humanitários. O artigo estuda o caso de Kampala, capital de Uganda, país com uma das maiores populações de refugiados no mundo.

 

Urbana

VALVERDE, María Cleofé. A interdependência entre vulnerabilidade climática e socioeconômica na região do ABC paulista. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 20, n. 3, p. 39-60, jul./set. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/asoc/v20n3/pt_1809-4422-asoc-20-03-00039.pdf>

O trabalho teve como objetivo identificar as vulnerabilidades socioeconômicas, demográficas, sanitárias e de extremos de chuva na região do ABC Paulista. As vulnerabilidades foram analisadas por meio da construção de índices baseados na agregação de indicadores coletados nos censos do IBGE e índices climáticos de chuva extrema. Como resultado, identificaram-se os municípios de Diadema e Mauá como os mais vulneráveis às chuvas intensas e aos seus impactos, com tendência de aumento na frequência de dias com chuvas moderada e intensa. Tais localidades também apresentaram altas vulnerabilidades socioeconômica e demográfico-urbana, traduzidas em processos assimétricos de desenvolvimento econômico e social, saneamento ambiental deficiente e urbanização acelerada e não planejada.

GESTÃO DO CONHECIMENTO

Aprendizagem Organizacional

PEPULIM, Maria Elizabeth Horn; FIALHO, Francisco Antonio Pereira; VARVÁKIS, Gregório. Barreiras culturais à efetivação da Gestão do Conhecimento nas organizações públicas: relato de pesquisa. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 27, n. 3, p. 219-240, set./dez. 2017. Disponível em: <http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/issue/view/1961/showToc>

O artigo aborda a problemática referente às barreiras culturais à efetivação da gestão do conhecimento nas organizações públicas que, no âmbito da presente pesquisa, são entendidas como fatores impeditivos para que essas organizações consigam estabelecer um ambiente propício à aquisição de conhecimento útil, bem como para usar o conhecimento adquirido. Entre os resultados obtidos foi possível constatar a interdisciplinaridade do tema, identificar quatro tipos de barreiras à GC existentes nas organizações, e elaborar uma taxonomia interdisciplinar para nomeá-las e descrever o que são barreiras culturais à efetivação da GC nas organizações públicas.

HABITAÇÃO

Áreas de Risco

ALLEN, Adriana; SOTO, Linda Zilbert; WESELY, Julia. From state agencies to ordinary citizens: reframing risk-mitigation investments and their impact to disrupt urban risk traps in Lima, Peru. Environment & Urbanization, Londres, v. 29, n. 2, p. 477-502, out. 2017. Disponível em: <http://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0956247817706061>

A compreensão da relação entre risco de desastres e desenvolvimento urbano tem avançado nas últimas décadas. No entanto, é insuficiente para a análise das "armadilhas de risco" urbanas, que são ciclos de acumulação de riscos cotidianos e desastres de pequena escala com impactos altamente localizados, particularmente nas áreas mais pobres. Com base no projeto de pesquisa-ação cLIMA sin Riesgo, o artigo examina ações de investimento mitigadoras de risco de agências estatais, residentes e comunidades em Barrios Altos, no centro histórico de Lima, Peru e José Carlos Mariátegui, na periferia. A análise mostra que os moradores tendem a ser apanhados em armadilhas de risco, não necessariamente devido à falta de investimentos. Defende uma reavaliação nos investimentos de mitigação de risco com melhor avaliação de suas consequências.

 

Demanda

MORAIS, Maria da Piedade; REGO, Paulo Augusto. Texto para discussão 2351: determinantes socioeconômicos da coabitação familiar dos jovens e da formação de novos domicílios no Brasil urbano. Brasília: Ipea, dez. 2017. 46 p. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2351.pdf>

O objetivo do trabalho é compreender os principais determinantes socioeconômicos da coabitação familiar e da formação de novos domicílios nas áreas urbanas brasileiras por parte de jovens adultos. Metodologicamente, o estudo adapta os modelos de De Vos (1989) e Granado e Castillo (2002), utilizando os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O trabalho pretende ainda verificar em que medida a coabitação familiar e a constituição de novos domicílios no Brasil estão relacionados com as condições vigentes no mercado imobiliário, com vistas a subsidiar a elaboração de políticas habitacionais mais adequadas às necessidades da população jovem.

INDICADORES

Econômicos

ANUÁRIO ESTATÍSTICO DO ESTADO DO PARANÁ 2016. Curitiba: Ipardes, 2017. 1 CD-ROM. Disponível em: <http://www.ipardes.pr.gov.br/anuario_2016/index.html>

Edição mais recente do Anuário Estatístico do Estado do Paraná apresenta um minucioso levantamento de dados estatísticos que permitem conhecer o comportamento econômico, social, ambiental e demográfico do Paraná e de seus 399 municípios. É um produto das informações advindas da Base de Dados do Estado (BDEweb), que permite o registro de forma regionalizada, sendo uma valiosa ferramenta de subsídio às ações do setor público e privado. 

INFORMAÇÃO

Ciência da Informação

CEZAR, Kilma Gonçalves; SUAIDEN, Emir José. O impacto da sociedade da informação no processo de desenvolvimento. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 27, n. 3, p. 19-29, set./dez. 2017. Disponível em: <http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/issue/view/1961/showToc>

O objetivo do artigo é propor uma reflexão acerca da importância da sociedade da informação no processo de desenvolvimento, a partir dos pressupostos do pensamento pós-moderno e de breve revisão comentada das novas estruturas geradas com o advento do novo paradigma econômico-tecnológico da informação. Os autores concluem que, diante do predomínio da lógica de redes, inerente à sociedade da informação, as redes sociais se traduzem em instrumentos político-socioeconômicos os quais impactam o processo de desenvolvimento.

MEIO AMBIENTE

Impacto Ambiental

TURRA, Alexander et al. Avaliação de impacto ambiental sob uma abordagem ecossistêmica: ampliação do porto de São Sebastião. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 20, n. 3, p. 155-176, jul./set. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/asoc/v20n3/pt_1809-4422-asoc-20-03-00155.pdf>

A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) visa analisar a viabilidade ambiental de empreendimentos, mas exibe problemas que comprometem sua qualidade. Seu aprimoramento pode beneficiar-se da abordagem ecossistêmica. O presente trabalho aplicou essa abordagem ao projeto de expansão do Porto de São Sebastião (São Paulo, Brasil), cuja AIA foi questionada judicialmente. Diferentemente do reportado na AIA, a análise dos processos oceanográficos evidenciou impactos diretos e indiretos nos serviços e benefícios ecossistêmicos, de grande magnitude e/ou irreversíveis. Essa análise permitiu o aprofundamento da compreensão dos efeitos do projeto de expansão do porto nos componentes e processos ambientais e também no bem-estar humano.

MEIO FÍSICO

Hidrologia

PEIXOTO, Nelson Brissac. O rio, a inundação e a cidade: a várzea do Tietê como situação crítica. Estudos Avançados, São Paulo, v. 31, n. 91, p. 157-170, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ea/v31n91/0103-4014-ea-31-91-0157.pdf>

As metrópoles brasileiras estão passando por grandes transformações. As periferias se converteram em situações críticas, onde conflitam diferentes políticas públicas, assentamentos de moradia precária e sistemas ambientais desconfigurados. As várzeas dos rios, como o Tietê na zona leste de São Paulo, são paradigmáticas das condições de não equilíbrio, exigindo repensar os fenômenos extremos que afetam a paisagem urbana: as chuvas torrenciais, as inundações; desenvolver estratégias sociais e instrumentos técnicos para lidar com as instabilidades; recolocar as relações entre o rio e a cidade, integrando os dispositivos de contenção de enchentes e o meio ambiente, em outras bases conceituais e operacionais.

POLÍTICA

Teoria Política

LUA NOVA. São Paulo: Cedes, n. 102, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0102-644520170003&lng=pt&nrm=iso>

O número 102 da revista Lua Nova traz com um dossiê que discute a natureza da produção de conhecimento da teoria política a partir dos vários modos pelos quais essa área específica da Ciência Política se consolidou no Brasil ao longo das últimas três décadas. Os artigos que se seguem tratam da produção contemporânea em teoria política, do caráter normativo dessas teorias, autores clássicos e contemporâneos, o lugar das teorias feministas, entre outros.

REGIÕES

Desenvolvimento Regional

GUELLATI, Yacine; MONTEIRO, Claudio Dantas; OLIVEIRA JUNIOR, Almir de. Texto para discussão 2348: O Brasil em 2035 - tendências e incertezas para a área social. Rio de Janeiro: Ipea, nov. 2017. 66 p. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2348.pdf>

No Brasil, tem havido grandes dificuldades em se realizar um planejamento que ultrapasse o período de quatro anos estabelecidos nos planos plurianuais. Por isso, o debate sobre planejamento de longo prazo detém pouco espaço na agenda política. Este texto, inserido no âmbito do projeto Brasil 2035, propõe iniciar um novo ciclo de debates sobre a temática apresentando questões e fatores que subsidiem estratégias de longo prazo. A partir do ferramental metodológico da prospectiva estratégica, expõem-se tendências e incertezas para a dimensão social no caso brasileiro, contemplando temáticas como as mudanças demográficas, as desigualdades, a infraestrutura social urbana, o aumento nos anos de escolaridade da população e o uso da tecnologia na educação

SANEAMENTO

Planos

ATAIDE, Gabriela Vieira de Toledo Lisboa; BORJA, Patrícia Campos. Justiça social e ambiental em saneamento básico: um olhar sobre experiências de planejamento municipais. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 20, n. 3, p. 61-80, jul./set. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/asoc/v20n3/pt_1809-4422-asoc-20-03-00061.pdf>

O estudo faz uma reflexão sobre os vínculos entre o planejamento em saneamento básico e a promoção de justiça social e ambiental. Foi construída uma matriz analítica para estudar as experiências dos municípios de Alagoinhas-BA e Belo Horizonte - MG. Por meio de entrevistas com diversos atores e análises de conteúdo, os resultados indicam que os vínculos entre a implementação dos planos municipais de saneamento básico e a promoção de justiça social e ambiental se relacionam com o empoderamento da sociedade, as articulações supralocais, os interesses políticos, a correlação de forças, a capacidade institucional/política do Poder local, os mecanismos que protejam os serviços da lógica de mercado e da eficiência econômica.

 

Resíduos Sólidos

HAREGU, Tilahun Nigatu et al. An assessment of the evolution of Kenya’s solid waste management policies and their implementation in Nairobi and Mombasa: analysis of policies and practices. Environment & Urbanization, London, v. 29, n. 2, p. 515-532, out. 2017. Disponível em: <http://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0956247817700294>

O artigo traz um resumo das prioridades e estratégias adotadas nas políticas de gerenciamento de resíduos sólidos no Quênia. Aborda brevemente sua aplicação em Nairobi e Mombasa por meio de um estudo de 2016. As políticas evoluíram no sentido da especificidade em termos de foco, função e escopo. As mudanças no sentido de buscar boas práticas ao invés de manter nas críticas; de ir do genérico ao específico; e de ações centralizadas para responsabilidades descentralizadas. Porém, nessas regiões ainda há dificuldades devido a instituições fracas, regulação deficitária e controle por parte de cartéis.

URBANISMO

Arquitetura

CORSI, Daniel. Incursões e diálogos pelo berço do humano (ou sobre quando a arquitetura liberta a cidade). Estudos Avançados, São Paulo, v. 31, n. 91, p. 105-121, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ea/v31n91/0103-4014-ea-31-91-0105.pdf>

O texto busca refletir sobre as relações entre o pensamento da arquitetura e a cidade contemporânea, permeando trajetórias históricas e como os contextos político, econômico, social e cultural devem ser considerados em qualquer processo que lide com a complexidade da condição urbana que nos cerca.

 

Requalificação

SANDERSON, David. Implementing area-based approaches (ABAs) in urban post-disaster contexts. Environment & Urbanization, London, v. 29, n. 2, p. 349-364, out. 2017. Disponível em: <http://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0956247817717422>

O artigo examina as abordagens baseadas em área (area-based approaches - ABAs) em contextos urbanos pós desastre. Apresenta os principais conceitos das ABAs, discute a prática em ações humanitárias, e a necessidade das áreas urbanas aproveitarem as lições dessa abordagem. Apresenta resultados de ABAs nas diferentes fases de gerenciamento dos projetos: avaliação, concepção, implementação, monitoramento, avaliação e aprendizado.

 

Sociologia Urbana

MARTINS, Alessandra Ribeiro; SANTOS JUNIOR, Wilson Ribeiro dos. O projeto Ruas de Histórias Negras e a representação da matriz africana em Campinas: a disputa do território urbano - um estudo de caso. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, n. 68, p. 32-49, dez. 2017. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/rieb/issue/view/10353/showToc>.

O artigo tem como objetivo apresentar um resumo do estudo de caso do Projeto Ruas de Histórias Negras, que buscou evidenciar, por meio de monumentos, praças e ruas que receberam nomes de personagens negros, a presença da matriz africana em Campinas. A cidade, como a maioria das vilas consolidadas durante a colônia com grande número de escravizados, acabou por desenvolver estratégias para a manutenção da ordem contra revoltas e fugas, que acarretaram um processo permanente de apagamento da percepção dessa presença da matriz africana no espaço urbano. Nos últimos anos intensificou-se o processo de reterritorialização desse espaço com novas iniciativas, ações e a participação de coletivos ligados a essa matriz.

 

Urbanização

OHTAKE, Ricardo. A cultura na cidade. Estudos Avançados, São Paulo, v. 31, n. 91, p. 99-103, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ea/v31n91/0103-4014-ea-31-91-0099.pdf>

Como articular diferentes campos de conhecimentos para responder aos desafios contemporâneos das cidades brasileiros? Sob o viés histórico e social de crescimento e formação das cidades no Brasil mapeiam-se possibilidades, desenhos e interlocuções profícuos aos desafios lançados.

 

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Da minha janela vejo o mundo passar: Lima Barreto, o centro e os subúrbios. Estudos Avançados, São Paulo, v. 31, n. 91, p. 123-142, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ea/v31n91/0103-4014-ea-31-91-0123.pdf>

O objetivo do artigo é descrever os subúrbios e a antiga capital do Brasil, Rio de Janeiro, no começo do século XX e durante a Reforma Pereira Passos. Nosso protagonista e guia é, nesse caso, o escritor Lima Barreto, uma voz importante e única nesse contexto do pós abolição.