Biblioteca Virtual

Dicas para Leitura

DEZEMBRO/2018

O Museu da Natureza, inaugurado no dia 18 de dezembro último, está localizado no município de Coronel José Dias, Sul do Piauí, ao lado do Parque Nacional da Serra da Capivara, conta a história da natureza da região, desde o criação do universo até o momento atual. O espaço equipado com painéis, retroprojetores, som ambiente e simulador de asa delta conta com 12 salas dispostas em espiral que possibilita ao visitante conhecer, dentre outros fatos e curiosidades, o surgimento do universo, a era do gelo, fósseis gigantes e vegetação local, além de entender o movimento tectônico que ”levantou a serra e jogou o mar para o Ceará”. https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2018/12/18/museu-da-natureza-inaugurado-no-sul-do-piaui-conta-historia-da-fauna-e-flora-da-regiao.ghtml

DEMOGRAFIA

Migração

TORRES, Yanne Nigro. Os desafios das políticas públicas frente à nova crise migratória: região central do município de São Paulo. e-metropolis, Rio de Janeiro, v. 9, n. 35, p. 17-25, dez. 2018. Disponível em: <http://emetropolis.net/artigo/268?name=os-desafios-das-politicas-publicas-frente-a-nova-crise-migratoria>.

Sabe-se que os inúmeros conflitos – guerras civis, catástrofes climáticas, intolerância religiosa, racial e política – a que muitas pessoas estão submetidas nos últimos anos têm caminhado para uma reflexão de políticas públicas e questões humanitárias em conjunto. O presente trabalho procura apresentar o papel das políticas públicas municipais de São Paulo frente à realidade de um número cada vez maior de refugiados na cidade. Com base nos dados coletados por órgãos públicos brasileiros, internacionais e levantamento de campo, apresenta um estudo das políticas públicas vigentes e equipamentos existentes em São Paulo voltados à população imigrante, em especial à refugiada, a fim de montar o panorama atual da região central paulistana.

HABITAÇÃO

Mercado Imobiliário

LEÃO JUNIOR, Fernando Pontual de Souza; BRITO, Cristóvão de Souza. O mercado habitacional e o processo de gentrificação em cidades latino-americanas: um estudo exploratório do bairro Boa Viagem, Recife - PE. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 68-81, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-10-s1-68.pdf>.

O espaço da cidade é o locus de ação dos agentes do mercado imobiliário habitacional, e suas ações são indutoras do processo de diferenciação demográfica nas cidades. A ideia de que a ação do mercado estabelece uma nova lógica de ocupação urbana é o objeto da análise realizada neste trabalho, o qual pretende compreender a relação entre a ação do mercado habitacional no município de Recife - PE e o processo de gentrificação decorrente dela. Foi realizado um estudo de caso no bairro Boa Viagem, principal foco de atuação do mercado habitacional formal. Os resultados indicaram que houve um gradativo processo de elevação das variáveis socioeconômicas nos bairros, a qual foi superior ao mesmo processo nos bairros onde a ação do mercado foi menor ou inexistente. A hipótese de que a ação do mercado habitacional estabelece um processo de segmentação e diferenciação demográfico-espacial foi confirmada, denotando a ocorrência de mudança imobiliária e o consequente processo de gentrificação.

INDICADORES

Sociais

PINTO, Carlos Vinícius da Silva; SANTOS, Rodrigo Marques dos; ROCHA, Betty Nogueira. Vulnerabilidade social nas regiões metropolitanas brasileiras: breve análise dos resultados do IVS calculado para as PNADs 2011-2015. Boletim Regional, Urbano e Ambiental, Brasília, n. 19, p. 21-30, jul./dez. 2018. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=34471&Itemid=7>.

Com base nas inovações da nova plataforma do Atlas da Vulnerabilidade Social, lançada em agosto de 2017, os autores realizam um levantamento e análise das tendências de comportamento do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) em nove Regiões Metropolitanas (RMs) que possuem informações para as Pesquisas Nacionais de Amostras por Domicílios (Pnads), quais sejam: Salvador, Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, e a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (RIDE/DF).

MEIO AMBIENTE

Desenvolvimento Sustentável

MARQUES, Suelem Bertollo; BISSOLI-DALVI, Márcia; ALVAREZ, Cristina Engel de. Políticas públicas em prol da sustentabilidade na construção civil em municípios brasileiros. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 186-196, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO10.pdf>.

O crescimento insustentável de diversas cidades no mundo e também no Brasil causa efeitos negativos que podem interferir nos insumos fundamentais para as economias modernas, como água e energia, sendo necessária a adoção de um modelo de crescimento mais sustentável, adequando o desenvolvimento das cidades às novas demandas. Assim, objetivou-se com este estudo identificar e analisar as políticas públicas de incentivo às práticas projetuais pautadas na sustentabilidade nos municípios brasileiros, considerando que mudanças efetivas dependem, dentre outros aspectos, de programas de incentivo e de legislações específicas. Como método de recorte territorial, foi adotado o âmbito da municipalidade, no qual foram catalogadas as políticas públicas. A região sul apresentou um quantitativo mais expressivo de iniciativas. Foi possível constatar também que os temas mais abordados nesse universo referem-se à água, à energia e à mobilidade urbana. E, entre as medidas que se aplicam ao planejamento e à construção de edifícios, as iniciativas mais frequentes são as provenientes de incentivos concedidos pelas prefeituras, a partir do cumprimento de determinados requisitos.

POLÍTICA

Poder Político

ALBUQUERQUE, Enderson; RIBEIRO, Miguel Angelo. Apropriações simbólicas dos espaços públicos: territorializações toponímicas em Nilópolis-RJ. e-metropolis, Rio de Janeiro, v. 9, n. 35, p. 7-16, dez. 2018. Disponível em: <http://emetropolis.net/system/artigos/arquivo_pdfs/000/000/267/original/emetropolis35_art-capa.pdf?1543628615>.

O artigo tem por objetivo discutir o uso político-partidário das toponímias no município fluminense de Nilópolis. A cidade em questão, parte da região  metropolitana do Rio de Janeiro, e conhecida nacionalmente e internacionalmente por hospedar a escola de Samba Beija-Flor, presencia um intenso processo de modificações de nomes de equipamentos públicos pautados por interferências políticas. Para a análise em questão, selecionamos apenas os espaços públicos que sofreram recente alteração de nomenclatura como forma de expressar o poder de um determinado segmento político e de demarcar um território. A análise dessa questão no cenário nilopolitano aponta para a predominância de dois grupos políticos os quais influenciam fortemente na decisão de nomear tais espaços: o clã Abraão-Sessim e os Calazans, os quais demarcam no espaço um poder territorial.

RECURSOS ENERGÉTICOS

Matriz Energética

DESTER, Mauricio. A hidroeletricidade: uma fonte de energia essencial na matriz de energia elétrica do Brasil. Planejamento e Políticas Públicas – PPP, Brasília, n. 51, p. 101-137, jul./dez. 2018. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/ppp/index.php/PPP/article/view/912/480>.

A matriz de energia elétrica do Brasil é uma das mais limpas do mundo, se considerado o ponto de vista das emissões de Dióxido de Carbono - CO2 (IEA, 2014) e a hidroeletricidade é a fonte que mais contribui para. Entretanto, muitos obstáculos tem dificultado a implantação de novas hidrelétricas no Brasil, principalmente aquelas com reservatório de acumulação. Estes obstáculos tem origem, primordialmente, em questões ambientais. O objetivo mais importante deste artigo é realizar uma análise tomando as principais fragilidades no âmbito das políticas públicas, fundamentalmente aquelas relacionadas à hidroeletricidade e as suas questões ambientais. Além disso, serão discutidos os benefícios em aumentar o percentual de participação desta fonte na matriz de energia elétrica e, por outro lado, também os futuros problemas que surgirão devido à redução neste percentual de participação.

REGIÕES METROPOLITANAS

Governança

TAVARES, Sara Rabello; MARGUTI, Bárbara Oliveira. Acompanhando as regiões metropolitanas: avanços na pesquisa governança metropolitana no Brasil. Boletim Regional, Urbano e Ambiental, Brasília, n. 19, p. 9-19, jul./dez. 2018. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=34471&Itemid=7>.

O ensaio, terceira etapa do projeto Governança Metropolitana no Brasil, tem por objetivo apresentar os resultados dessa pesquisa, que procurou atualizar o universo metropolitano institucional brasileiro, analisar as experiências de conformação de novos arranjos institucionais e construção da cooperação interfederativa e, por fim, registrar os relatos de experiência da construção e da elaboração dos Planos de Desenvolvimento Urbano Integrados (PDUIs).

SANEAMENTO AMBIENTAL

Esgotamento Sanitário

CHERNICHARO, Carlos Augusto de Lemos et al. Panorama do tratamento de esgoto sanitário nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil: tecnologias mais empregadas. Revista DAE, São Paulo, v. 66, n. 213, p. 5-19, out./dez. 2018. Disponível em: <http://revistadae.com.br/artigos/artigo_edicao_213_n_1748.pdf>.

Em vista dos compromissos assumidos pelo Brasil para o incremento dos níveis de tratamento de esgoto sanitário, faz-se importante uma leitura sobre as tecnologias mais aplicadas nos cenários regionais. O objetivo deste artigo é reportar o atual estágio de emprego dos diferentes processos associados ao tratamento de esgoto sanitário em seis estados brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, concomitantemente com o Distrito Federal, com ênfase em suas aplicações para diferentes escalas de população atendida. Os dados utilizados foram coletados junto aos prestadores de serviço de saneamento estaduais e municipais, sendo posteriormente confrontados com uma base de dados cedida pela Agência Nacional de Águas. Ao todo, inventariaram-se 1.667 estações de tratamento de esgoto (ETEs), que têm capacidade instalada de atendimento a aproximadamente 75% da população urbana de toda a região contemplada no estudo. As tecnologias de tratamento de esgoto sanitário mais empregadas são: reatores UASB, lagoas de estabilização e lodos ativados. Conjuntamente, essas três tipologias de tratamento totalizam 90% das ETEs implantadas, sendo responsáveis por 81% da capacidade instalada de tratamento.

Poluição do Ar

COSTA, Evaldo et al. Emissões de CO2 e política de mitigação para o transporte urbano: São Paulo versus Xangai. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 143-158, 2018. Disponível em:  <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO15.pdf>.

O artigo compara o consumo de energia, as emissões de CO2 e as políticas públicas de duas megacidades, São Paulo (SP) e Xangai (XG), a fim de identificar suas políticas de mitigação de emissões de GEE. Ambas as cidades experimentaram um rápido crescimento dos setores automotivos, resultando em desafios consideráveis ??de poluição e emissão de CO2. SP implementou com sucesso o etanol e incentivou o crescimento da frota de veículos ligeiros. XG tem geração de energia baseada em carvão e restringe a compra de carros. Investiu na expansão do transporte público e encoraja a eletrificação da mobilidade. Análise tabular de dados secundários foi adotada neste estudo, revelando também que SP expandiu consideravelmente o transporte individual. Apesar dos investimentos em etanol, a cidade não conteve o aumento das emissões de CO2. XG investiu em transporte público e inibiu o transporte individual, mas também não conseguiu conter as emissões de CO2. As políticas de mitigação não evitaram o aumento das emissões de CO2 em ambas as cidades. Para reduzir as emissões de CO2 nos transportes, SP e XG devem se concentrar em políticas públicas para incentivar o transporte público de baixo carbono e limitar a queima de combustíveis fósseis.

Programas

CUNHA, Mateus Almeida; BORJA, Patrícia Campos. O programa de aceleração do crescimento no estado da Bahia e os desafios da universalização do saneamento básico. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 173-185, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO09.pdf>.

O estudo analisa o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saneamento na Bahia em relação aos desafios da universalização. Por meio de pesquisa documental e análise de dados secundários, constatou-se a inexistência de uma lógica clara na definição dos investimentos do programa. Houve priorização de ações estruturais, especialmente em água e esgoto, em detrimento das estruturantes, essenciais à sustentabilidade das ações. A concepção do programa não dialogou com o perfil do déficit dos serviços. Apesar da ampliação dos investimentos, a lógica de concepção foi sustentada no neodesenvolvimentismo, com a implementação de megaempreendimentos e o estímulo às parcerias público-privadas. O êxito de programas de saneamento implica o protagonismo municipal, a universalização, a integralidade, a adoção de tecnologias apropriadas, a intersetorialidade, a participação e o controle social, princípios que o programa pouco incorporou. O aprofundamento da democracia e a implementação de políticas alinhadas aos direitos humano e social possibilitarão reverter o déficit dos serviços no Brasil.

Resíduos Sólidos

COSTA, Alline Marchesin; MANCINI, Sandro Donnini; HAMADA, Jorge. Perfil da gestão de resíduos sólidos urbanos em municípios no Estado de São Paulo, Brasil. Revista DAE, São Paulo, v. 67, n. 215, p. 95-109, out./dez. 2018. Disponível em: <http://revistadae.com.br/artigos/artigo_edicao_215_n_1760.pdf>.

A gestão integrada de resíduos sólidos (GIRS) é um problema complexo e desafiador para as administrações municipais. A fim de realizar um diagnóstico da GIRS em 17 municípios do Estado de São Paulo com menos de 500 mil habitantes, os mesmos foram divididos em estratos de faixas populacionais e determinados via sorteio. A avaliação se deu considerando os componentes físicos e governamentais da GIRS, e informações qualitativas e quantitativas, obtidas principalmente a partir da análise documental dos Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) e dados contidos no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Como resultado, obtiveram-se um panorama geral e um perfil limitado de como funciona a GIRS no Estado.

POAGUE, Kasandra Isabella Helouise Mingoti et al. SIG na seleção de áreas para implantação de aterros sanitários: estudo de caso em Jundiaí-SP. Revista DAE, São Paulo, v. 66, n. 213, p. 59-75, out./dez. 2018. Disponível em: <http://revistadae.com.br/artigos/artigo_edicao_213_n_1744.pdf>.

A escolha do melhor local para a implantação de um aterro sanitário é, por muitas vezes, uma decisão difícil de ser tomada devido à grande variedade de fatores envolvidos. Neste trabalho foram selecionadas as potenciais áreas para a implantação de um aterro sanitário no município de Jundiaí (SP) a partir de uma análise multicritério realizada usando o software ArcGIS. As diversas condicionantes técnicas escolhidas foram ponderadas de acordo com a significância para a escolha do melhor local. Como resultado obteve-se um mapa de áreas graduado em escala de atendimento simultâneo a todos os critérios. A partir de condicionantes de exclusão, um segundo mapa com áreas inadequadas à implantação foi gerado. A área mínima necessária para implantação do aterro foi calculada considerando a longevidade, as características do aterro e a produção diária de resíduos sólidos. Sobrepondo esses resultados, foi possível selecionar a melhor área potencial para a construção do aterro sanitário.

 

SISTEMA VIÁRIO

Rede Viária

GOES, George Vasconcelos et al. Vulnerabilidade da rede viária urbana: avaliação considerando risco e emissão de gases de efeito estufa. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 159-172, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO08.pdf>.

Uma rede é vulnerável quanto maior for a externalidade negativa associada à ineficiência de um ou mais arcos. Dessa forma, existem, na literatura, métodos que podem ser utilizados para a análise de vulnerabilidade de uma rede viária, sendo divididos em dois grupos: de cálculos completos e com critérios predefinidos. Os de cálculos completos fazem uma varredura na rede em busca dos arcos mais vulneráveis, enquanto aqueles com critérios predefinidos utilizam procedimentos para obtenção desses arcos. Este artigo apresenta um procedimento que busca verificar a efetividade do risco de acidente como um critério predefinido para localizar os arcos mais vulneráveis de uma rede viária, avaliando o aumento da distância e da emissão total de CO2-eq em relação ao cenário base.

TRANSPORTES

Mobilidade Urbana

ALBUQUERQUE, Mariana Imbelloni Braga. O “vagão rosa” e as mobilidades nada neutras: políticas de transporte exclusivo nos deslocamentos urbanos. e-metropolis, Rio de Janeiro, v. 9, n. 35, p. 26-34, dez. 2018. Disponível em: <http://emetropolis.net/system/artigos/arquivo_pdfs/000/000/269/original/emetropolis35_art2.pdf?1543628648>.

O trabalho tem por objetivo a discussão de aspetos teóricos e práticos da política de vagão único em trens e metrôs. A partir de apontamentos sobre a implementação no Rio de Janeiro, busca discutir a necessidade e efetividade de tal política pública, bem como a possível compreensão dos transportes exclusivos como remédios afirmativos e transformativos, dentro da concepção teórica de Nancy Fraser.

URBANISMO

Cidades

SOARES, Manuel. A velocidade das cidades lentas. e-metropolis, Rio de Janeiro, v. 9, n, 34, p. 52-60, set. 2018. Disponível em: <http://emetropolis.net/system/artigos/arquivo_pdfs/000/000/262/original/emetropolis34_art4.pdf?1540950647>.

Neste texto pretende-se analisar o fenômeno das Cidades Lentas (Slow Cities) e estudar a evolução desde o seu surgimento em 1999 até a atualidade. Procura-se perceber se esse movimento tem, de fato, contribuído para a desaceleração das cidades. Importa, depois, tentar analisar a razão que leva as cidades a integrarem a rede mundial das Cidades Lentas: um verdadeiro interesse em adotar a filosofia do movimento Slow, no sentido de conseguir maior qualidade de vida, ou estratégia de marketing para promoção dos territórios?

Crescimento

STANGANINI, Fábio Noel. LOLLO, José Augusto de. O crescimento da área urbana da cidade de São Carlos/SP entre os anos de 2010 e 2015: o avanço da degradação ambiental. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 118-128, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO14.pdf>.

O trabalho teve por objetivo analisar o avanço da degradação ambiental no município de São Carlos/SP em decorrência do processo de crescimento da área urbana entre os anos de 2010 e 2015. Foram abordados os seguintes aspectos: as atividades antrópicas, a degradação ambiental, o crescimento da área urbana e os impactos ambientais. Como ferramentas de análise espacial, como Sistemas de Informação Geográfica (SIG), sensoriamento remoto e cartografia digital, que permitiram a observação e o monitoramento da atual situação da área urbanizada em um nível detalhado por análise temporal. Foi detectada uma situação preocupante de crescimento desordenado, fruto de um processo disperso e desregrado sobre o solo, indicando a necessidade de maior controle e, principalmente, da efetivação de instrumentos de gestão urbana. Há indícios de que os problemas ambientais continuarão evoluindo por conta do processo de crescimento da área urbana, o que indica um potencial de degradação em áreas ainda não afetadas.

Geografia Humana/Urbana

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Coordenação de Geografia. Classificação e caracterização dos espaços rurais e urbanos do Brasil: uma primeira aproximação. Rio de Janeiro: IBGE, 2017. 84 p. (Estudos e Pesquisas. Informação Geográfica, 11). Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv100643.pdf>.

Com a publicação o IBGE coloca em debate um dos temas mais caros à identidade geográfica da Instituição. A publicação reúne não só a discussão contemporânea sobre esse tema, como apresenta a trajetória conceitual construída pela Geografia do IBGE desde os anos 1930 em torno da delimitação das dimensões – rural e urbana – que carregam traços ambientais, culturais, sociais e econômicos, determinantes até hoje para a caracterização da sociedade e do território brasileiro. Além disso, este estudo fornece uma retrospectiva dos critérios utilizados em outros países, revelando, assim, as diferentes abordagens e dados estatísticos utilizados para enfrentar a temática rural-urbana entre diversas nações. O debate aqui apresentado faz parte de um esforço com vistas a elaborar uma nova classificação para a divulgação do Censo Demográfico 2020. Por fim, a delimitação entre os espaços rurais e urbanos conta na atualidade com um rico instrumental cartográfico e estatístico capaz de abordar, em múltiplas escalas, o desafio que é o de classificar o Brasil a partir do movimento de continuidade/descontinuidade construído entre os espaços rurais e urbanos.

Legislação

LEONELLI, Gisela Cunha Viana; CAMPOS, Elisa Ferreira Rocha. Leis expansivas para expansão urbana: Campinas sem limites. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 36-48, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO03.pdf>.

Planos diretores, leis de parcelamento do solo, leis de perímetro urbano e de zoneamento consolidam regras que devem não só controlar, mas direcionar o crescimento urbano. As leis urbanísticas municipais conferem legalidade à produção do espaço urbano e são referências para aprovação de projetos de loteamentos e da expansão urbana. Estas leis nem sempre são neutras, alinhadas e condizentes com as leis federais. Nesse sentido, o objetivo do estudo é avaliar o papel regulador das leis urbanísticas que determinam a expansão urbana do município de Campinas – SP, e verificar alinhamentos ou conflitos presentes entre estes marcos legais. Por meio de revisão bibliográfica, análise legislativa e entrevista direcionada, conclui que as leis municipais que direcionam a expansão urbana de Campinas compõem um quadro regulatório conflitante, permissivo e ilegal frente às normas federais vigentes sobre expansão e parcelamento do solo urbano.

Megacities

MEIRELES, Manuel; SANCHES, Cida. Atributos que caracterizam uma megalópole. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 17-35, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO02.pdf>.

O objetivo do trabalho é definir quais são os atributos específicos de uma megalópole. O estudo é qualitativo e utilizou grupos de discussão com 19 especialistas que trabalharam de acordo com a perspectiva metodológica interdisciplinar. Os dados foram coletados, tabulados e analisados ??de acordo com o Método de Atribuição de Características para Objeto (MACO), inspirado no método de Kano, adequadamente ajustado. A técnica desse modelo permite definir se determinada característica pertence a um objeto específico ou não. Os resultados mostram que, considerando os atributos específicos e importantes, existem basicamente 20 atributos que devem ser levados em consideração. No entanto, os atributos específicos de adesão muito forte, que uma concentração integrada de pessoas, atividades e riqueza deve ter para ser reconhecida como megacidade, são cinco, e permite reconhecer efetivamente se uma aglomeração urbana é ou não uma megalópole.

Morfologia Urbana

ARRAIS, Tadeu Alencar. A cidade e a utopia. e-metropolis, Rio de Janeiro, v. 9, n. 35, p. 36-45, dez. 2018. Disponível em: <http://emetropolis.net/system/artigos/arquivo_pdfs/000/000/270/original/emetropolis35_art3.pdf?1543628664>.

A cidade, historicamente, reuniu as condições objetivas para a emergência do pensamento utópico. O governo ideal e a forma ideal foram perseguidos tanto pela pena de filósofos quanto pelo compasso de urbanistas. A experiência pedagógica e mobilizadora da cidade cria um sentimento de mudança nos homens, pois permite acreditar que a sua realidade é mutável.

ELOY, Sara. Estudo e desenho de forma urbana com gramáticas da forma. urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 1-16, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO01.pdf>.

O objetivo do artigo é apresentar as gramáticas da forma como ferramentas de análise urbana e de geração de soluções para intervenções em projeto urbano nas cidades. As gramáticas da forma, que surgiram nos anos de 1970 com o artigo seminal de Stiny & Gips, são utilizadas para analisar estilos ou linguagens de desenho (gramáticas analíticas) e para criar novas linguagens de desenho (gramáticas originais). No artigo, introduz-se o formalismo da referida metodologia e discute a pertinência do seu uso em diferentes contextos. Para isso, aponta em que medida as gramáticas da forma podem ser utilizadas como parte de uma metodologia para um projeto flexível do espaço urbano, o qual responda aos requisitos e às necessidades do contexto urbano e edificado. O artigo faz ainda uma revisão da matéria apresentando diversos casos de investigação e de uso dessa metodologia em estudos analíticos do espaço urbano e em propostas para novo planejamento urbano. Apresenta ainda as ferramentas digitais atualmente disponíveis e em investigação para desenho urbano utilizando gramáticas da forma.

Políticas

PIEKAS, Andrezza Aparecida Saraiva et al. Aspectos legais e percepções sobre as estratégias para cidades inteligentes e criativas: estudo da cidade de Chapecó (SC). urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 197-211, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO11.pdf>.

As cidades brasileiras tiveram um impulso para o desenvolvimento econômico a partir da intensificação do processo de globalização, o qual contribuiu para a pulverização de atividades econômicas para além dos grandes centros urbanos. Nesse contexto está Chapecó (SC), cidade-polo regional que possui uma rede urbana centrada em pequenos municípios. A pesquisa teve como objetivo verificar os aspectos legais e o ponto de vista de lideranças sobre a perspectiva da formação de uma cidade inteligente e criativa. O estudo de caso qualitativo contemplou a análise de documentos legais municipais aliada à análise de conteúdo das entrevistas com lideranças comunitárias e de entidades locais. Como resultado, constatou-se que Chapecó (SC) possui diretrizes para a criação de uma cidade inteligente e criativa, contudo, a transição para uma cidade inteligente e criativa é embrionária, com demandas estruturais, culturais, sociais, econômicas, institucionais e ambientais a serem atendidas.

Urbanização

KOGURE, Linda; ESTEVES JUNIOR, Milton. Por uma cartografia sentimental: do imaginário ficcional de Cidadilha à cidade-ilha de Vitória (ES). Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, n. 71, p. 274-290, dez. 2018. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/152757/149268>.

A partir da geografia imaginária de Cidadilha, a cidade-ilha colonial de Vitória (ES), do escritor e historiador capixaba Luiz Guilherme Santos Neves, a meta é construir uma cartografia sentimental. Para tanto, criou-se a figura de um viajante-cartógrafo, que desembarcará na ilha para vivenciá-la antropofagicamente e reapresentar a ficção do ponto de vista do visitante. Ele abrirá pistas para interlocuções entre o corpus teórico (Rolnik, Certeau, Tuan etc.) e as experiências cartográficas realizadas na concretude do objeto empírico (a cidade de Vitória). O artigo estrutura-se como roteiro de viagem, pressupondo também que Cidadilha seja uma viagem no espaço-tempo verossímil ao traçado original do (e até hoje verificável no) núcleo fundacional de Vitória.

USO DO SOLO

Urbano

BOCCOLINI, Sara María. Regulação urbana em Córdoba: para uma cidade sustentável e inclusiva? urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, v. 10, suplemento 1, p. 96-117, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v10s1/2175-3369-urbe-2175-3369010SUPL1AO06.pdf>.

A regulação de ocupação e uso da terra urbana, bem como o plano de gestão vigente, é promulgada como base para o desenvolvimento sustentável, inclusivo e equitativo de Córdoba. No entanto, a análise do seu real impacto no território mostra que essas ferramentas não só revertem, mas também promovem o desenvolvimento urbano abaixo dos limites mínimos de sustentabilidade e eficiência. Além disso, também favorecem a concentração dos benefícios da urbanização em menos agentes, excluindo grande parte da população. A pesquisa discute o impacto da regulação urbana como contribuição para uma cidade mais sustentável, inclusiva e equitativa. A revisão da legislação e dos planos de gestão e de obras determinou os limites de sustentabilidade e de eficiência para Córdoba. Os dados foram comparados e correlacionados com um levantamento do mercado imobiliário local para definir seu impacto sobre o valor da terra urbana.