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Dicas para Leitura

FEVEREIRO/2018

Contrário aos arranha-céus e baseado em dados que informam que atualmente mais da metade da população mundial habita áreas urbanizadas e que esse número aumentará para 70% nos próximos 30 anos, o Ingenhoven Architects projetou o Marina One para ter uso misto. São mais de 400 mil metros quadrados de área construída com espaços residenciais, de escritórios e lazer. Apelidado de “Coração Verde”, o local recria uma floresta tropical na área central compartilhada por quatro prédios. Devido à interação entre a geometria dos volumes e os jardins, inspirada nos campos de arroz asiáticos, a ventilação natural é facilitada, gerando um microclima agradável. Além da geometria das paredes circundantes, foram implantados sistemas de ventilação que poupam energia em todo o conjunto. São duas torres residenciais com capacidade para abrigar 3 mil moradores e duas de escritórios com área total de 175 mil metros quadrados. A conexão entre elas é feita através de caminhos no nível mais baixo do jardim central e de uma rota mais direta que atravessa uma lagoa refletora no centro do espaço. Cada edifício conta ainda com pequenos oásis verdes, que podem ser encontrados ao longo dos andares.

ADMINISTRAÇÃO

Logística

OLIVEIRA, Leise Kelli de et al. Análise do espraiamento logístico: um estudo para a região metropolitana de Belo Horizonte. Transportes, São Paulo, v. 25, n. 4, p. 42-56, set./dez. 2017. Disponível em:<https://www.revistatransportes.org.br/anpet/article/view/1214/665>

A localização de instalações logísticas próximas à infraestrutura de transportes e ao destino das mercadorias é importante para a distribuição urbana destas e potencializa a sustentabilidade econômica e ambiental em uma região. O artigo analisa o espraiamento logístico na Região Metropolitana de Belo Horizonte e Colar Metropolitano entre os anos 1995-2015. O estudo mostrou que a mudança de eixo de dispersão da localização das instalações logísticas é consistente com as políticas de desenvolvimento metropolitanas. Foram ainda discutidas as mudanças em relação à tipologia dos armazéns e as possibilidades utilização dos resultados para a definição de políticas públicas de uso e ocupação do solo e mobilidade urbana.

CONDIÇÕES DE VIDA

Exclusão

FUNDO DE POPULAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Situação da população mundial 2017: mundos distantes - saúde e direitos reprodutivos em uma era de desigualdade. UNFPA: Nova Iorque, 2017. 140 p. Disponível em: <http://www.unfpa.org.br/novo/index.php/situacao-da-populacao-mundial>

No mundo de hoje, as disparidades de riqueza aumentaram de forma impressionante. Bilhões de pessoas se encontram nos níveis mais baixos de renda, com seus direitos humanos e perspectivas de uma vida melhor negados. A desigualdade costuma ser entendida em termos de renda ou riqueza, porém, na realidade, as disparidades econômicas são apenas parte da história. Muitas outras dimensões sociais, raciais, políticas e institucionais se alimentam mutuamente e, juntas, eliminam qualquer esperança de progresso para os povos que estão à margem. Essa é a temática apresentada pela edição de 2017 do Relatório sobre a Situação da População Mundial.

DEMOGRAFIA

Distribuição Espacial da População

SILVA, Késia Anastacio Alves da; CUNHA, José Marcos Pinto da; ORTEGA, Guilherme Margarido. Um olhar demográfico sobre a constituição da macrometrópole paulista: fluxos populacionais, integração e complementaridade. Cadernos Metrópole,  São Paulo,  v. 19, n. 40, p. 721-748,  set./dez. 2017. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=2236-999620170003&lng=pt&nrm=iso>

O estudo tem por objetivo analisar a formação de novas morfologias urbanas a partir do olhar demográfico que passa, não apenas pela formação dos vetores de expansão da população, mas também e, principalmente, pelos fluxos populacionais, sejam eles motivados por mudança de residência ou mesmo para o desenvolvimento de atividades cotidianas. Busca contribuir para o debate sobre a constituição de uma nova forma urbana - a macrometrópole paulista - que ainda carece de melhor e mais ampla discussão e delimitações teóricas e empíricas, e que essa nova forma urbana tem uma clara contrapartida no processo de redistribuição espacial e mobilidade da população.

ECONOMIA

Regional

COSTA, Fernando Nogueira. Interações entre componentes regionais do sistema bancário nacional. Geousp - Espaço e Tempo, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 425-442, ago. 2017. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/134540>

Autores pós-keynesianos esperavam que a atividade bancária agravasse a concentração regional no Brasil. A hipótese do autor é que “a organização do espaço geoeconômico brasileiro influencia o crédito”, em vez de pressupor que “as finanças vêm influenciando a organização do espaço geográfico brasileiro”. Há uma tendência histórica de concentração locacional de redes e sedes de agências bancárias, atraídas por captação de riqueza financeira. Mas contrabalança-se o destino do crédito dirigido pela demanda, no caso de bancos privados, com crédito direcionado, no caso de bancos públicos. A ação bancária pública é orientada também pelo conhecimento desse efeito compensatório da desigualdade regional.

 

GALLO, Fabrício. Usos do território e o papel do Estado no Brasil: notas sobre a atuação da Agência Desenvolve SP. Geousp - Espaço e Tempo, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 480-496, ago. 2017. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/119737>

O autor faz uma reflexão sobre a composição e o papel do Estado como agente significativo no processo de uso do território no período atual. Sugere um estudo da reorganização das solidariedades federativas no território brasileiro a partir da forte presença econômica do Estado de São Paulo, e suscita o entendimento do uso do território e o papel do Estado paulista como esfera normativa, reguladora e provedora de recursos aos municípios e às empresas localizadas em seus limites. Esse processo se verificará a partir de financiamentos liberados pela Agência de Desenvolvimento Paulista, a Desenvolve SP, para a renovação seletiva das materialidades e a ampliação dos investimentos das empresas localizadas em municípios paulistas.

MEIO AMBIENTE

Sistema Ambiental

BRITO, Rosane de Oliveira; MARQUES, Cícero Fernandes. Pagamento por serviços ambientais: uma análise do ICMS Ecológico nos estados brasileiros. Planejamento e Políticas Públicas - PPP, Brasília, n. 49, p. 357-383, jul./dez. 2017. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/ppp/180110_ppp_49.pdf>

A crise ambiental atual deixa evidente a demanda por políticas públicas que estimulem um novo modelo de desenvolvimento que considere a importância dos ecossistemas e dos serviços que estes oferecem. A utilização de critérios ambientais para distribuir os recursos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Ecológico surge como uma ferramenta do poder público estadual para incentivar mudanças nas gestões municipais. Este trabalho analisa a estrutura de distribuição do ICMS Ecológico nos estados brasileiros. Foi possível identificar que os elementos mais utilizados nos indicadores são as áreas de conservação da natureza. Revelou-se, também, a incipiência do uso de elementos qualitativos.

MEIO FÍSICO

Climatologia

FERREIRA, Daniele Gomes; ASSIS, Eleonora Sad de; KATZSCHNER, Lutz. Construção de um mapa climático analítico para a cidade de Belo Horizonte, Brasil. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana,  Curitiba,  v. 9, supl. 1, p. 255-270,  out.  2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v9s1/2175-3369-urbe-9-s1-255.pdf>

O artigo propõe a adaptação e aplicação da metodologia alemã de construção de mapas climáticos aplicando conceitos de climatopos para a cidade de Belo Horizonte. Foram analisados dados de uso do solo, aspectos geográficos e informações sobre os ventos, formando diferentes camadas de mapas temáticos. Os resultados obtidos são a base para a formulação de recomendações para o planejamento urbano de Belo Horizonte, que tem como princípio a preservação e a ampliação de áreas urbanas que possam contribuir para a melhoria do clima local.

 

Mineração

BRASIL MINERAL. São Paulo, v. 34, n. 377, dez. 2017. Disponível em: <http://www.brasilmineral.com.br/revista/377/>

A edição apresenta as discussões realizadas no Fórum Brasil Mineral 2017 e as recentes Medidas Provisórias aprovadas, que regulamentam o setor mineral, como a criação da Agência Nacional de Mineração.

RECURSOS ENERGÉTICOS

Energia Elétrica

TENSJO, Iraci Pereira; FERREIRA, Camila Carvalho; LOURA, Rejane Magiag. Classificação e agrupamento das cidades brasileiras em graus-dia de aquecimento e resfriamento: 1960 a 2013. urbe, Rev. Bras. Gest. UrbanaCuritiba, v. 9, supl. 1, p. 286-300, out.  2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v9s1/2175-3369-urbe-9-s1-286.pdf>

Graus-dia são usualmente utilizados no mundo para estimar o consumo de energia devido ao aquecimento e/ou resfriamento em edificações. Contudo, no Brasil, não há norma técnica que estabeleça um método de cálculo e/ou um zoneamento de graus-dia. Este trabalho apresenta uma proposta de cálculo do número de graus-dia aplicável em todo o país e um zoneamento nacional decorrente dessa classificação. A base de dados é composta pelas Normais Climatológicas e médias mensais do Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa do INMET. Esses dados juntos permitem avaliar a evolução da condição climática das cidades.

Estatística

SÃO PAULO (ESTADO). Secretaria de Energia e Mineração. Balanço energético do Estado de São Paulo 2017: Ano base 2016. São Paulo: Secretaria de Energia e Mineração, 2017. 276 p. Disponível em: <http://dadosenergeticos.energia.sp.gov.br/portalcev2/intranet/BiblioVirtual/diversos/BalancoEnergetico.pdf>

A edição do balanço energético estadual contém as informações energéticas e socioeconômicas de 2016, com balanços anuais consolidados, gráficos e tabelas que detalham a evolução da oferta e demanda da energia utilizada pela economia paulista. Traz ainda informações sobre emissões de CO2 e séries históricas da safra sucroalcooleira.

Energia Solar

DIDONÉ, Evelise Leite; WAGNER, Andreas; PEREIRA, Fernando Oscar Ruttkay. Avaliação da influência do contexto urbano na radiação solar para geração de energia. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, Curitiba, v. 9, supl. 1, p. 408-424, out. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v9s1/2175-3369-urbe-9-s1-408.pdf>

O autor apresenta metodologia para avaliar a influência do contexto urbano na radiação solar para geração de energia com uso de módulos fotovoltaicos na envoltória de edifícios verticais. Foram definidos diferentes contextos urbanos considerando edifícios com alturas iguais (Elevação Uniforme) e alturas variadas (Elevação Aleatória) e, por possuírem distintos tipos climáticos, Florianópolis e Fortaleza foram as cidades brasileiras selecionadas para o estudo.  Os resultados mostraram que o contexto uniforme é uma boa opção para edifícios com até 6 pavimentos, onde a área com maior potencial para geração de energia foi a coberta. Os contextos aleatórios apresentaram-se como melhor opção para aplicação de módulos fotovoltaicos nas fachadas dos edifícios mais altos.

RECURSOS HÍDRICOS

Mananciais

MARIOTTONI, Carlos Alberto; CANADA, Claudete Bezerra dos Santos. Aplicação do método Delphi na prática de serviços ambientais em mananciais. Revista DAE, São Paulo, v. 66, n. 209, p. 122-133, jan./mar. 2018. Disponível em: <http://revistadae.com.br/site/artigo/1705-Aplicacao-do-metodo-Delphi-na-pratica-de-servicos-ambientais-em-mananciais->

Os projetos de serviços ambientais de proteção aos recursos hídricos são crescentes e atrelados aos programas de pagamento por esses serviços. A escassez hídrica e o aumento da população tornam os mananciais cada vez mais estratégicos, sendo ponto chave para governança. O artigo tem por objetivo apresentar a aplicabilidade do método Delphi para ajudar o Governo do Estado de São Paulo no programa de pagamento por serviços ambientais para a proteção das nascentes. A metodologia utilizada consistiu em revisão da literatura e estudo de caso do projeto Mina d’água, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Governo de São Paulo em parceria com os municípios e produtores rurais. A aplicabilidade do método representa uma ferramenta útil de comunicação entre os grupos de especialistas e do público, possibilitando um julgamento e decisões melhores.

REGIÕES METROPOLITANAS

Brasileiras

SOUZA, Joseane de; TERRA, Denise Cunha Tavares. Rio de Janeiro: rumo a uma nova região metropolitana? Cadernos Metrópole. Metrop., São Paulo, v. 19 , n. 40, p. 817-840, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v19n40/2236-9996-cm-19-40-0817.pdf>

No estado do Rio de Janeiro, os aglomerados de Cabo Frio, Macaé-Rio das Ostras e Campos dos Goytacazes foram considerados, pelo IBGE (2017), como casos especiais a serem acompanhados, tendo em vista estarem presentes algumas características “relevantes da urbanização brasileira”. Este artigo tem como objetivo refletir sobre o processo que está em curso nesses aglomerados, a fim de verificar se apresenta características de um processo de metropolização. Serão considerados alguns indicadores demográficos como densidade, migrações e pendularidade interaglomerados.

 

Gestão Metropolitana

CASTRO, Henrique Rezende de; SANTOS JUNIOR, Wilson Ribeiro dos. A expansão da macrometrópole e a criação de novas RMs: um novo rumo para a metropolização institucional no estado de São Paulo? Cadernos Metrópole,  São Paulo, v. 19, n. 40, p. 703-720,  set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v19n40/2236-9996-cm-19-40-0703.pdf>

O presente trabalho propõe realizar uma avaliação crítica sobre a gestão metropolitana no estado de São Paulo, a partir da década de 2010. Destaca-se, nesse período, um impulso legal-normativo de metropolização institucional, em que se reforça um modelo de gestão altamente centralizada pelo governo paulista, cenário em que foram então criadas novas Regiões Metropolitanas (RMs) que, conjuntamente, consolidam a macrometrópole paulista como principal escala de planejamento estadual.

 

GOMES, Taynara do Vale et al. Santarém (PA): um caso de espaço metropolitano sob múltiplas determinações. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 19, n. 40, p. 891-918,  dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v19n40/2236-9996-cm-19-40-0891.pdf>

A Região Metropolitana de Santarém ilustra um padrão de metrópole em formação incomum, em que a diversidade socioespacial atende tanto ao perfil hegemônico metropolitano, quanto a origem amazônica ribeirinha. Este artigo expõe as coalizões criadas entre agentes econômicos do capitalismo global, elites locais e forças governamentais e o quanto as novas correlações de forças favorecem os interesses do setor imobiliário e financeiro, em detrimento da população local que historicamente tem sabido manejar seus espaços.

 

SANTOS, Tiago Veloso dos. Metropolização e diferenciações regionais: estruturas intraurbanas e dinâmicas metropolitanas em Belém e Manaus. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 19, n. 40, p. 865-890, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v19n40/2236-9996-cm-19-40-0865.pdf>

O artigo tem como objetivo analisar a relação entre metrópole e região na Amazônia brasileira. Tal processo de metropolização, entretanto, não se caracteriza por revelar uma possível particularidade em nível macrorregional. A configuração de uma fronteira econômica que se expande de forma desigual e diferenciada no interior da Amazônia é responsável também pela formação de distintas estruturas metropolitanas regionais. As metrópoles que aí se formaram são produto, condição e meio de um movimento de diferenciação, que pode ser exemplificado através das diferenciações entre as duas principais aglomerações da região: Belém e Manaus. Considerando elementos da estrutura intraurbana dessas metrópoles, busca-se mostrar a importância e o significado dessas formações em face de processos diferenciados de produção do espaço regional.

REGIÕES/ METROPOLIZAÇÃO

Brasileiras/ Nordeste

GURGEL, Ana Paula Campos. As metrópoles do interior do Nordeste: a caracterização de um tipo metropolitano regional. Cad. Metrop., São Paulo, v. 19, n. 40, p. 841-864, dez. 2017. Disponível: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v19n40/2236-9996-cm-19-40-0841.pdf>

Nas últimas décadas, a urbanização cresceu nas cidades médias e nas franjas perimetropolitanas, convertendo esses territórios em polos de atração de migrações internas e inter-regionais. O objetivo do trabalho é apresentar como as configurações dão suporte à constituição do que se denominou Regiões Metropolitanas no Interior do Nordeste (RMINEs), buscando a caracterização de um tipo metropolitano regional.

SANEAMENTO BÁSICO

Coleta Seletiva

BERNARDO, Marcella; LIMA, Renato da Silva. Planejamento e implantação de um programa de coleta seletiva: utilização de um sistema de informação geográfica na elaboração das rotas. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, Curitiba, v. 9, supl. 1, p. 385-395, out. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v9s1/2175-3369-urbe-9-s1-385.pdf>

Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi instituída a obrigatoriedade de implantação de programas de coleta seletiva e que tais programas sejam eficientes. Tanto na implantação como na melhoria de programas já existentes, deve-se analisar principalmente três questões: quem será o agente executor; qual a modalidade será utilizada e como realizar o planejamento eficiente das rotas de coleta. Uma maneira de otimizar as rotas de coleta é a utilização de um Sistema de Informação Geográfica (SIG). Assim, neste trabalho foi planejado e implementado um programa de coleta seletiva em São Lourenço, Minas Gerais, com a utilização de um SIG na elaboração das rotas.

TRANSPORTES

Mobilidade Urbana

LANZIOTTI, Thiago Maioli; SILVA, André Souza. Multiescalas de análise urbana para sistemas cicloviários. Pós. Revista do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP, São Paulo, v. 24, n. 44, p. 12-26, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/posfau/article/view/118345>

A proposição de sistemas de mobilidade para bicicletas tornou-se foco nos últimos anos devido aos problemas de deslocamento apresentados nas grandes cidades. Buscou-se portanto, avaliar quais metodologias qualitativas e quantitativas, aplicadas em conjunto, podem subsidiar o planejamento do transporte por bicicleta. Para tanto, realizou-se um estudo de caso na cidade de Porto Alegre, em cujo plano diretor cicloviário está previsto um sistema com 495 km de extensão. Como resultado, verificou-se que a aplicação da metodologia multiescalas serve de subsídio para a definição de áreas a serem avaliadas, em que o recorte inicia-se na escala de cidade e finaliza na escala local, passando pela escala de bairro. A leitura do espaço urbano utilizando diversas escalas possibilita melhor compreensão da área urbana como um todo e os aspectos que induzem as pessoas a utilizarem os modais não-motorizados, principalmente a bicicleta.

 

PITOMBEIRA NETO, Anselmo Ramalho; OLIVEIRA NETO, Francisco Moraes; LOUREIRO, Carlos Felipe Grangeiro. Statistical models for the estimation of the origin-destination matriz from traffic counts. Transportes, v. 25, n. 4, p.1-13, set./dez. 2017. Disponível em: <https://www.revistatransportes.org.br/anpet/article/view/1344>

No planejamento dos transportes, um dos primeiros passos é estimar a demanda por viagens. O produto final do processo de estimação é uma matriz origem-destino (OD), cujas entradas correspondem ao número de viagens entre pares de zonas de origem-destino em uma região de estudo. Neste artigo, revisamos os principais modelos estatísticos propostos na literatura para a estimação da matriz OD com base em contagens de tráfego, define-se o problema da estimação, enfatizando sua natureza subes¬pecificada, descrevem-se modelos estáticos, cujos parâmetros são estimados por meio da máxima verossimilhança, do método dos momentos e da inferência bayesiana, bem como alguns modelos dinâmicos recentes. Discutem-se questões de pesquisa relacionadas ao problema da subespecificação, às premissas adotadas nos modelos e à estimativa da matriz de escolha de rotas, e indicam-se direções de pesquisa promissoras.

 

EPICHIN, Kelly Schaefer. Espaço urbano e mobilidade sustentável: um olhar reflexivo sobre políticas públicas de municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória/ES. e-metropolis, Rio de Janeiro, v. 8, n. 31, p. 38-50, dez. 2017. Disponível em: <http://emetropolis.net/artigo/236?name=espaco-urbano-e-mobilidade-sustentavel>

A autora realiza uma abordagem reflexiva acerca da percepção dos problemas de mobilidade urbana em quatro municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória (ES). Partindo de uma avaliação documental e de estudos e projetos constantes no plano diretor urbano, conclui que o problema da crise de mobilidade vem se arrastando ao longo do tempo, com efeitos danosos ao meio ambiente, à qualidade de vida e à sociedade em geral, e que caberia ao poder público, portanto, a promoção de ações direcionadas ao planejamento e políticas de integração, estímulo dos meios de transporte alternativos e melhorias na locomoção.

 

LIMA, Cristina de Araújo; FORTUNATO, Rafaela Antunes. Mobilidade e qualidade espacial urbana no entorno de terminais do sistema BRT de Curitiba: desenho urbano e condições socioambientais. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, Curitiba, v. 9, supl. 1, p. 329-345, out. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v9s1/2175-3369-urbe-9-s1-329.pdf>

O presente artigo propõe uma reflexão a respeito das características de espaços urbanos situados nas proximidades de sistema de transporte, partindo do pressuposto de que um projeto de Desenho Urbano não atinge completamente seu objetivo sem uma avaliação da obra realizada. É necessário saber como aquele espaço projetado se apresenta após determinado tempo de uso e assimilação pela sociedade. Assim, o artigo relata o início de uma pesquisa que busca, inicialmente, entender as características morfológicas, funcionais e socioambientais do entorno de terminais centrais do sistema BRT de Curitiba. Os resultados apontam aspectos que sinalizam possibilidades de maior adensamento, diversidade de usos, serviços, equipamentos na perspectiva de consolidação de centralidades vinculadas ao Sistema BRT, além de evidenciarem condições socioambientais como itens secundários, confirmando terminais centrais como concentradores das funções urbanas de uso cotidiano.

URBANISMO

Crescimento Urbano

EIGENHEER, Daniela Maria; SOMEKH, Nadia. Formas avançadas de dispersão urbana no vetor noroeste paulista: eixo São Paulo-Campinas. Cad. Metrop.,  São Paulo, v. 19, n. 40, p. 777-797, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v19n40/2236-9996-cm-19-40-0777.pdf>

As autoras têm como objetivo apontar a lógica e o impacto local e regional das novas dinâmicas de dispersão urbana que vem ocorrendo no tecido urbano de territórios localizados no vetor noroeste paulista, a partir do século XXI, no contexto dos avanços da reestruturação produtiva da economia capitalista. Para tanto, analisam o trecho de aproximadamente noventa quilômetros, compreendido entre a capital de São Paulo e o município de Campinas, estruturado pelo sistema de rodovias Anhanguera/Bandeirantes e concentrador do segundo maior PIB do Estado. Concluem, do ponto de vista regional, que novas formas de governança com políticas públicas diferenciadas são necessárias para entendimento e gestão integrada dessa região.

 

Morfologia Urbana

DE LUCCA, Gustavo Rogério; PIMENTA, Margareth de Castro Afeche. Remanescentes paisagísticos da cidade moderna: apoteoso e decadência do Parque Centenário, em Criciúma/SC. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, São Paulo, v. 20, n. 1, P. 85-103, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5524>

Investimentos estatais durante a industrialização brasileira de meados do século XX, deram forma a novos espaços abertos que reorganizavam o tecido urbano e se inseriam como signos de desenvolvimento. Como herança à cidade contemporânea, essa geração de áreas públicas se constitui em um mosaico de referências históricas do urbanismo brasileiro. Neste artigo discutem-se as inserções do Parque Centenário – complexo modernista das décadas de 1970 e 1980, mas já condenado por descaracterizações diversas – nos imaginários e na estrutura urbana de Criciúma, importante cidade industrial catarinense. Considera-se que o seu reconhecimento como uma das principais obras públicas do modernismo no interior do país permeia quaisquer novas possibilidades para sua preservação.

 

PACHECO, Mafalda Batista; NAVARRO-AMEZKETA, Itziar; HEITOR, Teresa. Mapping the urban form of coastal fishing towns in Algarve: Olhão and Vila Real de Santo António = Mapeamento da forma urbana de cidades piscatórias no Algarve: Olhão e Vila Real de Santo António. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, Curitiba, v. 9, supl. 1, p. 313-328, out. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v9s1/2175-3369-urbe-9-s1-313.pdf>

O artigo analisa os padrões de crescimento urbano de duas cidades piscatórias do sul de Portugal: Olhão e Vila Real de Santo António. O objetivo é investigar a relação entre as propriedades configuracionais e a organização espacial e formal dos núcleos urbanos, de forma a identificar os modelos emergentes ou geradores, e compreender a sua morfologia urbana particular. A modelação sintática destas cidades, por meio da aplicação da Teoria da Sintaxe Espacial, é utilizada na compreensão dos processos de crescimento urbano.

 

Plano Diretor Estratégico

CORDEIRO, António Manuel Rochette et al. Desenvolvimento e educação. O planejamento estratégico integrado como fator de transformação societal de um território. O caso do município da Lousã (Portugal). urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana,  Curitiba,  v. 9, supl. 1, p. 271-285,  out.  2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/urbe/v9s1/2175-3369-urbe-9-s1-271.pdf>

Num momento em que o papel das autarquias é cada vez mais relevante no domínio do planeamento estratégico territorial, tem-se como pano de fundo o trabalho que está a ser desenvolvido a este nível num dos municípios da região de Coimbra. Neste contexto, procura-se compreender a importância da componente educativa na estratégia definida no Plano Estratégico da Lousã, e como esta potenciou o desenvolvimento de um Projeto Educativo Local, assente nos princípios da democracia participativa e da cidadania ativa.

 

Rede Urbana

HENRIQUE, Marco Antonio; SOUZA, Adriane Aparecida Moreira de; RESCHILIAN, Paulo Romano. Duplicação da rodovia dos Tamoios–SP: fluidez e repercussões no espaço regional da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Cad. Metrop., São Paulo, v. 19, n. 40, p. 799-816, set./dez. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v19n40/2236-9996-cm-19-40-0799.pdf>

A região do Vale do Paraíba possui uma das mais extensas e complexas redes urbanas do estado de São Paulo. Sua atual configuração resulta de processos históricos relacionados a atividades econômicas que promoveram maior articulação da Região com outras localidades do País.  Este artigo, derivado de um estudo em andamento, dedica-se a construir uma síntese dos processos de ocupação e de implantação de infraestrutura de transportes, correlacionando-os ao desenvolvimento econômico urbano-regional da atual região metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

 

Segregação Urbana

ROY, Ananya. Cidades faveladas: repensando o urbanismo subalterno.  e-metropolis, Rio de Janeiro, v. 8, n. 31, p. 6-21, dez. 2017. Disponível em: <http://emetropolis.net/artigo/233?name=cidades-faveladas>

No artigo, a autora procura entender e questionar as formas pelas quais as cidades do Sul global são estudadas e representadas na pesquisa urbana e, de certa forma, no discurso popular, ocupando-se principalmente com o que ela chama de “urbanismo subalterno”. Essa forma de olhar para o urbano se encarrega da teoria da megacidade e de seus espaços e classes subalternas, dentre eles o mais proeminente é a favela, como um território a partir do qual o urbanismo subalterno fornece relatos que vão além das narrativas apocalípticas e distópicas.

 

TORRES, Pedro Henrique Campello. Gentrificação verde: novos debates, abordagens e agendas de luta na cidade contemporânea. e-metropolis, Rio de Janeiro, v. 8, n. 31, p. 63-65, dez. 2017. Resenha. Disponível em: <http://emetropolis.net/artigo/239?name=gentrificacao-verde>

Trata-se da resenha do livro “Green gentrification: urban sustainability and the struggle for environmental justice”, de Kenneth Gould e Tammy Lewis, publicado em 2016. A obra discute os vínculos entre a implementação de projetos ambientais e sustentáveis e os processos de gentrificação em cinco casos na cidade de Nova York.