Biblioteca Virtual

Dicas para Leitura

MAIO/2018

Unidade integrante do conjunto arquitetônico idealizado por Oscar Niemeyer, a Biblioteca Latino-Americana ergue-se sob uma viga de 90 metros de extensão. Em seu piso superior, com 1800 m2 de área, estão localizados o acervo de livros e periódicos, as mesas de leitura, um auditório e um espaço para exposições. A biblioteca, especializada em  informações sobre América Latina, tem em suas dependências obras de arte, como “Homenagem a Clay Gama de Carvalho”, de Mário Gruber, e “América Latina”, de Marianne Peretti. Todo o acervo da biblioteca é aberto à consulta pública, local e via internet.  O pesquisador tem acesso à base de materiais bibliográfico, audiovisual e também a algumas publicações do Memorial digitalizadas. O acervo bibliográfico teve seu embrião constituído por 10.000 livros selecionados e adquiridos sob a orientação do prof. Darcy Ribeiro, autor do projeto cultural do Memorial. Atualmente, o acervo é composto por cerca de 42.000 volumes, tendo como temas principais ciências sociais, cultura popular, economia, história, artes e literatura e conta com um serviço para ampliar e facilitar o acesso à leitura de pessoas com deficiência visual, baixa escolaridade e idosos: livros do acervo são digitalizados e convertidos em áudio. Fonte: http://www.memorial.org.br/cbeal/biblioteca-2/

DEMOGRAFIA

Distribuição Espacial da População

MAIA, Claudio Machado. Deslocamentos populacionais diários para Chapecó relacionados à educação. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubaté, v. 14, n. 1, p. 377-399, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/view/3496>

O artigo interpreta a dinâmica de estruturação produtiva de Chapecó/SC na região, a partir da avaliação dos movimentos pendulares populacionais relacionados à educação que acontecem para este município, tanto em âmbito local quanto na escala regional. Foram utilizados microdados do IBGE, do Censo Demográfico de 2000 e 2010, para contabilizar o número de pessoas que moram em um município e trabalham e/ou estudam em outro, e mapeados os movimentos pendulares avaliando o impacto de cada microrregião. Os valores mostram uma expressiva força atrativa e centralizadora de Chapecó quanto à geração de emprego e oferta de serviços na área educacional. Também foram realizados trabalhos de campo e analisados os dados do Censo Educacional de 2012 e do e-MEC, confirmando a atratividade de Chapecó.

Migração

CAMPOS, Marden. Ciclo de vida, estrutura domiciliar e migração no início do século XXI: o caso da Região Metropolitana de São Paulo. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 20, n. 41, p. 191-208, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v20n41/2236-9996-cm-20-41-0191.pdf>

As migrações internas no Brasil vêm se alterando consideravelmente nas últimas décadas. Atualmente as grandes metrópoles se configuram como as principais áreas de articulação da mobilidade espacial da população, haja vista o volume de indivíduos que para elas se dirige e que, ao mesmo tempo, delas parte. O objetivo do artigo é analisar as características dos imigrantes da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) entre 2000 e 2010 com base nos dados do Censo Demográfico de 2010. Os resultados mostram uma forte relação entre ciclo de vida, arranjo domiciliar e atributos sociodemográficos dos migrantes. Acredita-se que o avançado nível de urbanização da RMSP tem intensificado a seletividade migratória em relação tanto aos atributos individuais quanto às redes de suporte dos migrantes, configurando seus padrões de formação domiciliar nos locais de destino.

INDICADORES

Sociais

MARGUTI, Bárbara Oliveira et al. A nova plataforma da vulnerabilidade social: primeiros resultados do índice de vulnerabilidade social para a série histórica da PNAD (2011-2015) e desagregações por sexo, cor e situação de domicílios - Relatório Institucional. Rio de Janeiro: Ipea, 2018. 36 p. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33233:a-nova-plataforma-da-vulnerabilidade-social-primeiros-resultados-do-indice-de-vulnerabilidade-social-para-a-serie-historica-da-pnad-2011-2015-e-desagregacoes-por-sexo-cor-e-situacao-de-domicilio&catid=406:relatorio-institucional&directory=1>

O Atlas da Vulnerabilidade Social é uma plataforma digital de acesso a indicadores relacionados à vulnerabilidade e à exclusão sociais, permitindo a consulta ao Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) para distintos recortes territoriais brasileiros: municípios, Unidades da Federação, regiões metropolitanas, suas respectivas Unidades de Desenvolvimento Humano e para o agregado do país. Os dados da nova versão apresentam duas inovações: o cálculo dos indicadores, dimensões e índices, tomando por referência os dados brutos produzidos pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio de 2011 a 2015; e a possibilidade de consulta ao conjunto em sua versão desagregada por sexo, cor e situação de domicílio (rural/urbano). Os novos recortes buscam dar visibilidade às diversas nuances das vulnerabilidades e desigualdades a fim de subsidiar estudos, diagnósticos e concepções de políticas públicas, programas e ações comprometidas com a geração e manutenção de oportunidades equitativas.

INFORMAÇÃO

Cadastro Técnico Multifinalitário

QUEIROZ, Andrea Oliveira. Cidades inteligentes: o papel do cadastro territorial multifinalitário como ferramenta de gestão e planejamento. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Tupã, v. 6, n. 37, p. 24-35, 2018. Disponível em: <https://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/view/1767>

O artigo reflete sobre a importância da informação no Governo Local, destacando o Cadastro Territorial Multifinalitário – CTM como uma eficaz ferramenta de apoio a gestão e planejamento estratégico municipal. Analisa os benefícios da instrumentalização por meio do uso das geotecnologias aplicadas ao CTM, capacitando suas as tomadas de decisão ao planejar e gerir o uso e ocupação do território, a oferta de serviços públicos, bem como possibilita a cobrança justa e equitativa dos impostos.

MEIO AMBIENTE

Planejamento Ambiental

CORREA, Ricardo Henrique Alves; VASQUEZ, Gisele Herbst; VANZELA, Luiz Sergio. Projeto estratégico de ocupação do fundo de vale do córrego da Aldeia no perímetro urbano de Fernandópolis/SP. urbe, Rev. Gest. Bras. Urbana, Curitiba, v. 10, n. 2, p. 458-472, maio/ago. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S2175-33692018000200458&lng=pt&nrm=isso&tlng=pt>

Visando discutir a ocupação dos fundos de vale e políticas urbanas relacionadas, foi feita uma pesquisa nas nascentes do córrego da Aldeia, em Fernandópolis/SP. O trabalho realizado comprovou a ineficiência de todos os projetos desenvolvidos até hoje. A pavimentação asfáltica, a canalização das águas pluviais e o tamponamento de alguns trechos de cursos de água agravaram o processo erosivo. Os projetos de educação ambiental e de reflorestamento ficaram restritos a pequenas áreas, e os problemas de alagamento nunca foram enfrentados. A implantação do parque linear do córrego da Aldeia demonstra ser uma alternativa viável para o município, resgatando e mobilizando a população, transformando a convivência com os cursos d’água no meio urbano, sem comprometer o papel das áreas de fundo de vale na manutenção da biodiversidade e do equilíbrio ambiental.

Preservação

ROSIN, Jeane Aparecida Rombi de Godoy; CONSTANTINO, Norma Regina Truppel. Programa de recuperação socioambiental da Serra do Mar: estudo de caso do Município de Cubatão. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Tupã, v. 6, n. 37, p. 1-23, 2018. Disponível em: <https://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/view/1743>

A pesquisa teve por objetivo analisar os projetos de intervenção urbana como um dos desdobramentos do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar e Sistema de Mosaicos da Mata Atlântica, considerando a paisagem e as dinâmicas socioambientais das comunidades pré-existentes, como subsídio para a elaboração de políticas públicas. Assim, enfatizou a questão da informalidade nas áreas de preservação permanente em áreas de encosta, e os cenários críticos relacionados aos impactos ambientais. Foram analisados os projetos de intervenção urbana nos “bairros-cota” no município de Cubatão/SP que buscaram a promoção da regularização fundiária e a implantação de infraestrutura urbana e social, visando a implantação de melhorias em assentamentos precários consolidados.

MEIO FÍSICO

Mineração

XAVIER, Lúcia Helena; LINS, Fernando A. Freitas. Mineração Urbana de resíduos eletroeletrônicos: uma nova fronteira a explorar no Brasil. Brasil Mineral, São Paulo, ano XXXV, n. 379, p. 22-26, mar. 2018. Disponível em: <http://www.brasilmineral.com.br/revista/379/>

O artigo tem como foco a mineração urbana de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos (REEE), uma nova fronteira que passou a ser explorada na última década. Aborda a mineração urbana em geral; a relação entre ela e a economia circular; os entraves para o desenvolvimento de negócios na mineração urbana de REEE no mundo e no Brasil; e nas considerações finais apresenta sugestões de iniciativas e uma agenda de pesquisas.

BRASIL MINERAL. São Paulo: Signus Editora, v. 35, n. 380, abr. 2018. Disponível em: <http://www.brasilmineral.com.br/revista/380/>

A edição da Brasil Mineral apresenta as empresas do ano do setor mineral nas categorias minerais ferrosos, minerais não ferrosos, metais preciosos, minerais industriais e fertilizantes, e agregados. Nesta última destacam-se duas empresas com expressiva atuação na Região Metropolitana de São Paulo: a Embu S.A, vencedora na categoria pelo segundo ano consecutivo, e o Grupo Itaquareia, que se consolidou como maior produtor de areia do país.

POLÍTICA

Governança

DIAZ-ORUETA, Fernando; LOURES, María Luisa; PRADEL-MIQUEL, Marc. Transformando los modelos de crecimiento y cohesión: câmbios en la gobernanza de Barcelona y Madrid. EURE, Santiago, v. 44, n. 131, p. 173-192, jan. 2018. Disponível em: <https://scielo.conicyt.cl/pdf/eure/v44n131/0250-7161-eure-44-131-0173.pdf>

A análise de modelos de governança exige considerar as condições estruturais de desenvolvimento das cidades, bem como suas condições locais particulares. A evolução dos modelos de Barcelona e Madrid mostra sua grande complexidade e fortes especificidades em cada caso. O estudo baseia-se em entrevistas com responsáveis da administração pública e entidades da sociedade civil, numa revisão de literatura e na análise de fontes secundárias relacionadas à evolução da governança e às agendas de competitividade e coesão social das duas cidades.

Participação Comunitária

ALLEBRANDT, Sérgio Luis et al. Controle social do desenvolvimento regional na região do Corede Missões (Rio Grande do Sul), na perspectiva dos agentes públicos e atores sociais. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional (G&DR), Taubaté, v. 14, n. 2, p. 38-69, jan. 2018 (ed. especial). Disponível em <http://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/view/3584>.

O artigo tem por objetivo compreender as experiências participativas de controle social por meio da análise da participação da sociedade nas ações e deliberações da aplicação de recursos e definição de políticas públicas de desenvolvimento local/regional. O lócus da pesquisa foi o Conselho Regional de Desenvolvimento das Missões (Corede Missões), no noroeste do Rio Grande do Sul. O estudo adota o paradigma da teoria crítica e utiliza os pressupostos metodológicos da hermenêutica de profundidade (HP) na análise dos dados coletados em entrevistas. Apesar de ser uma prática ainda incipiente em muitos casos, constatou-se um grande potencial para a qualificação dos processos de controle social, na medida em que houver o fortalecimento dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento (Comudes), e uma maior publicização das dinâmicas.

FREITAS, Eleusina Lavor Holanda de; BUENO, Laura Machado de Melo. Processos participativos para elaboração de Planos Diretores Municipais: inovações em experiências recentes. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, Curitiba, v. 10, n. 2, p. 304-321, maio/ago. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S2175-33692018000200304&lng=pt&nrm=isso&tlng=pt>

A Constituição Brasileira de 1988 instituiu a democracia participativa. Em 2001, o Estatuto da Cidade vinculou a participação à implementação de políticas urbanas. Em 2016, uma segunda leva de planos diretores foi elaborada, com maior peso da participação nas decisões políticas. O texto apresenta processos participativos implementados que possam inspirar profissionais envolvidos com a democratização das cidades. São discutidos os casos dos municípios de Jundiaí e de Vinhedo, no Estado de São Paulo, que, com a introdução de inovadora metodologia participativa e com base em diferentes instrumentos de pesquisa, conseguiram resultados em leis que refletem um projeto de cidades mais democráticas e inclusivas.

OLIVEIRA, Celso Maran de; LOPES, Dulce; SOUSA, Isabel Cristina Nunes. Direito à participação nas políticas urbanísticas: avanços após 15 anos de estatuto da cidade. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, Curitiba, v. 10, n. 2, p. 322-334, maio/ago. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S2175-33692018000200322&lng=pt&nrm=isso&tlng=pt>

No artigo são discutidos alguns pontos referentes ao direito à participação popular nas políticas públicas urbanísticas, sem perder o foco no direito urbanístico a ele associado. A pesquisa foi desenvolvida a partir do método hermenêutico, por meio do levantamento e da análise das normas jurídicas aplicáveis ao planejamento urbano e à participação cidadã. Realizou-se a coleta de informações por intermédio de materiais bibliográficos, livros e periódicos. São ressaltadas algumas condições que resultaram na inserção atual da participação da população no planejamento urbano no Brasil. Os autores discutem a participação popular na gestão democrática das cidades e refletem sobre a política urbana brasileira e a importância da concretização dos planos diretores participativos.

REGIÕES METROPOLITANAS

Legislação

PERES, Janaína Lopes Pereira et al. O Estatuto da Metrópole e as regiões metropolitanas: uma análise teórico-conceitual à luz do conceito miltoniano de “território usado”. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 20, n. 41, p. 267-288, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v20n41/2236-9996-cm-20-41-0267.pdf>

No artigo, abordam-se, conceitualmente, os limites e os avanços do Estatuto da Metrópole (EM), no que tange à definição e à delimitação das regiões metropolitanas, enquanto territórios políticos, passíveis de tornarem-se objetos de políticas públicas. A emergência do “metropolitano” revela mudanças na ordem espacial nacional e impõe importantes desafios, sobretudo no que diz respeito à formulação das políticas públicas e à necessidade de sua articulação. O artigo tem como intuito apresentar, a partir do Estatuto da Metrópole e legislações anteriores, uma análise crítica acerca do conceito de região metropolitana, à luz do conceito miltoniano de “território usado”.

REGIÕES/METROPOLIZAÇÃO

Brasileiras

SOARES, Paulo Roberto Rodrigues. Metropolização, aglomerações urbano-industriais e desenvolvimento regional no sul do Brasil. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 20, n. 41, p. 15-34, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v20n41/2236-9996-cm-20-41-0015.pdf>

O artigo trata das relações entre metropolização, aglomerações urbanas e o desenvolvimento regional. Partindo de uma revisão das tendências contemporâneas da metropolização, busca entender como o movimento de reestruturação espacial produtiva repercute nos espaços de urbanização concentrada, especialmente em regiões metropolitanas e aglomerações urbanas; e como espaços em processo de ou vinculados à metropolização podem, com a articulação dos atores regionais, promover políticas de desenvolvimento regional, inclusive com sua conexão com a economia mundializada. Como estudo de caso analisa a economia regional do Rio Grande do Sul e as aglomerações e concentrações urbanas do estado.

SANEAMENTO AMBIENTAL

Esgotamento Sanitário

MONTEIRO, David Costa et al. Esgotamento sanitário: o caso do município de São Pedro. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Tupã, v. 6, n. 37, p. 88-102, 2018. Disponível em: <https://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/view/1747>

O artigo pretende rever as principais referências bibliográficas sobre o tema Meio Ambiente e Esgotamento Sanitário. Discute a questão sob uma ótica acadêmica interdisciplinar, valendo-se da Saúde Pública, Engenharia Sanitária, Direito Urbano, Meio Ambiente e outras disciplinas, sempre no âmbito das cidades. Ao conjunto teórico, se agrega um estudo de caso do município paulista de São Pedro — este que vem enfrentando a questão do tratamento de seu esgoto. O texto mostrará que o problema do esgotamento sanitário é assunto de extrema relevância, conquanto não se mostre como prioridade na maioria dos municípios no país, tendo por objetivo específico comprovar que a decisão política é fundamental para o alcance deste fim. Os resultados mostraram que São Pedro tratava, em 2014, 4,5% do esgoto captado, passando a 70% no início de 2018.

Gestão

MARCHI, Cristina Maria Dacach Fernandez; MENDES, Vera Lucia Peixoto Santos. Gestão do saneamento básico: democracia representativa e participação social em um município da Região Metropolitana de Salvador - Bahia. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubaté, v. 14, n. 1, p. 110-134, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/view/3470>.

O estudo analisa a forma como vem se dando a participação de líderes institucionais, do município baiano de Vera Cruz, nos serviços de saneamento. Discute a percepção dos líderes quanto aos problemas da comunidade, os mecanismos de participação e controle social, a comunicação e a relação com os liderados e o poder público local. Configura-se como estudo de caso, descritivo e exploratório, de abordagem quantiqualitativa. Os resultados apontam para a ocorrência de representação precária dos anseios populares do processo decisório, tampouco existe efetivo controle social por intermédio dos Conselhos Municipais, sendo estes desconhecidos pela maioria das lideranças e não citados como lócus privilegiado para as reivindicações de melhoria dos serviços públicos de saneamento.

TECNOLOGIA

Inovação

ALVES, Lucir Reinaldo; COSTA, Eduarda Pires Valente da Silva Marques da. A percepção de inovação em um processo de reestruturação produtiva: o caso do município de Toledo-PR, Brasil. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubaté, v. 14, n. 1, p. 193-217, jan./abr. 2018. Disponível em <http://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/view/3474>.

O objetivo do artigo é analisar a mudança da estrutura produtiva e a percepção sobre o conceito de inovações do setor empresarial do município de Toledo-PR. Caracterizou-se a estrutura produtiva e populacional, o perfil de especialização do emprego e as variáveis que podem explicar a reestruturação produtiva, o desenvolvimento e a percepção sobre as inovações. Concluiu-se que existe um processo de reestruturação produtiva ainda em fase de desenvolvimento. Um paralelo com a revisão teórica mostrou que o município precisa criar infraestruturas de C&T&I e promover a integração produtiva territorial. Em Toledo, a preocupação de impulsionar os componentes clássicos de desenvolvimento (a industrialização e seus efeitos de encadeamentos e exportação e a criação de infraestruturas logísticas) ainda é muito forte, quando a aposta deveria centrar-se na criação de um meio inovador.

EXAME. São Paulo: Editora Abril, v. 52, n. 10, edição 1162, maio 2018.

<https://bibliotecavirtual.emplasa.sp.gov.br/Documentos/Dicas/2018/Maio/Exame_ed.1162.pdf>

O conceito de indústria 4.0 começou a se popularizar em 2013, quando apareceu num documento com recomendações para a indústria alemã; Em síntese, a Quarta Revolução Industrial compreende a adição de inteligência às máquinas e processos para tornar as fábricas mais eficientes. São tecnologias digitais, como internet das coisas, inteligência artificial, big data, realidade aumentada e outras. No Brasil, apenas 2% das fábricas estão prontas para o novo salto tecnológico. Nesta edição especial sobre tecnologia, a Exame mostra as oportunidades para o Brasil situado no panorama internacional.

TRANSPORTES

Mobilidade

ALVES, Luiz Marcelo Teixeira; HUMBERTO, Mateus; SIQUEIRA, Rafael Gustavo Silva. Efetividade da PNMU: caracterização dos municípios e identificação de variáveis relevantes para elaboração do plano de mobilidade urbana. Revista dos Transportes Públicos, São Paulo, v. 40, n. 148, p. 39-58, 1º quadrimestre 2018. Disponível em: <http://files.antp.org.br/2018/4/19/rtp148-e.pdf>

Seis anos após a vigência da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), que torna obrigatória a elaboração do plano de mobilidade urbana para todos os municípios acima de 20 mil habitantes, cerca de 10% deles o realizaram, ocasionando uma série de processos legislativos de revisão sistêmica da PNMU, com constante prorrogação do prazo. O estudo busca conhecer os fatores que levam os municípios a decidir pela elaboração de um plano de mobilidade, a fim de fundamentar a implantação de medidas e políticas adequadas visando maior adesão dos municípios.

CERQUEIRA, Eugênia Dória Viana. As desigualdades de mobilidade nas periferias da Região Metropolitana de Belo Horizonte: um estudo das atividades de comércio, lazer e saúde. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 20, n. 41, p. 35-51, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v20n41/2236-9996-cm-20-41-0035.pdf>

Se as periferias das cidades latino-americanas foram historicamente caracterizadas por significativas desigualdades de mobilidade, hoje em dia se constata uma reestruturação dos deslocamentos dos indivíduos. O artigo visa analisar as desigualdades de mobilidade às quais os habitantes das periferias da Região Metropolitana de Belo Horizonte são submetidos, procurando-se compreender como as recentes transformações das periferias urbanas contribuíram com a reestruturação dos comportamentos de mobilidade cotidiana. Para tanto, são associadas análise quantitativa, baseada na pesquisa de origem e destino, e entrevistas qualitativas realizadas com os habitantes das periferias, buscando-se identificar as principais estratégias de mobilidade dos moradores.

LOBO, Carlos; CARDOSO, Leandro; ALMEIDA, Ivania Linhares de. Mobilidade pendular e integração regional: uma metodologia de análise para as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 20, n. 41, p. 171-189, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v20n41/2236-9996-cm-20-41-0171.pdf>

Não é raro, na literatura acadêmica, haver controvérsias sobre os limites e a configuração das regiões metropolitanas no Brasil. Afora a falta de critérios na definição desses recortes regionais, parece relevante considerar o significado e a abrangência da mobilidade pendular na dinâmica populacional regional. O objetivo do artigo é investigar o nível de integração dos municípios periféricos das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Utilizando-se dos microdados amostrais do Censo Demográfico de 2010, foi proposto o Índice de Integração Metropolitana, agregado das Razões de Pendularidade Interna, Conectividade Pendular e Pendularidade Nuclear. Em geral, os resultados indicaram sensíveis diferenças regionais, para além do esperado efeito da variável distância, permitindo identificar casos de baixo nível de integração.

MUÑOZ, Juan; ANGUITA, Francisca. Los peajes urbanos como factor determinante de sostenibilidad y competitividad en el transporte urbano: un estudio aplicado a Madrid. EURE, Santiago, v. 44, n. 131, p. 53-74, jan. 2018. Disponível em: <https://scielo.conicyt.cl/pdf/eure/v44n131/0250-7161-eure-44-131-0053.pdf>

Os pedágios urbanos são uma medida que contribui na melhoria da sustentabilidade nos transportes em grandes cidades. O artigo analisa as mudanças de comportamento de mobilidade dos cidadãos de Madrid como consequência da implantação de um hipotético pedágio no centro urbano. Os resultados de entrevistas realizadas com 1.298 cidadãos mostram que a medida proporcionaria uma redução no uso do automóvel, um aumento no uso do transporte público e outros mais sustentáveis, como bicicleta ou caminhar a pé, e uma redução no congestionamento no centro e entorno.

SOUZA, Eduardo Leite; SUGAI, Maria Inês. Minha Casa Minha Vida: periferização, segregação e mobilidade intraurbana na área conurbada de Florianópolis. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 20, n. 41, p. 75-98, jan./abr. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cm/v20n41/2236-9996-cm-20-41-0075.pdf>

O artigo investiga as repercussões na mobilidade urbana do processo de dispersão urbana e periferização impulsionado pelos empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida na área conurbada de Florianópolis, que apresenta segregação socioespacial e disparidades de locomoção entre regiões centrais e periféricas. Constatou-se que os empreendimentos subsidiados pelo programa habitacional localizam-se, principalmente, em terrenos distantes, carentes de infraestruturas e transportes coletivos. As políticas públicas de provisão habitacional dissociadas de estudos de localização intraurbana e mobilidade repercutem no cotidiano nos gastos com transporte, no tempo despendido nos deslocamentos, na periferização urbana e no exercício do direito à cidade.

VELASQUEZ, Carmen; URDANETA, Joheni. Estrategias de manejo de la movilidad urbana para la ciudad de Maracaibo a partir de las buenas prácticas latinoamericanas. Revista dos Transportes Públicos, São Paulo, v. 40, n. 148, p. 21-37, 1º quadrimestre 2018. Disponível em: <http://files.antp.org.br/2018/4/19/rtp148-e.pdf>

O artigo procura extrair estratégias de planos de mobilidade e de boas práticas urbanas latino-americanas cujos resultados têm evidenciado efeitos positivos na recuperação de espaços de mobilidade urbana sustentável. Essas estratégias podem servir de referência às cidades médias venezuelanas. Na primeira parte revisa planos e programas de cidades latino-americanas; na segunda, realiza um diagnóstico da cidade de Maracaibo, de suas políticas oficias e boas práticas urbanas, e propõe ações que favoreceriam a mobilidade sustentável em cidade médias.

URBANISMO

Rede Urbana

GOMES, Cilene. Região, redes, mobilidade e policentralidade: reflexões para uma perspectivação teórica ao planejamento regional. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional (G&DR), Taubaté, v. 14, n. 2, p. 133-156, jan. 2018 (ed. especial). Disponível em: <http://www.rbgdr.net/revista/index.php/rbgdr/article/view/3588>

A autora propõe apresentar uma articulação conceitual entre região, redes, mobilidade e policentralidade, com o intuito de ponderá-la junto a formulações de análise sobre novas centralidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (SP), instituída em 2012. As reflexões assim balizadas se destinam a suscitar apontamentos iniciais para fins de averiguação da condição metropolitana da região em foco. Aborda discussões acadêmicas a respeito da elaboração gradual e coletiva de uma perspectivação teórica ao planejamento regional, no processo de desdobramento da institucionalização da referida região metropolitana.

Sociologia Urbana

E-METROPOLIS. Rio de Janeiro: Observatório das Metrópoles, ano 9, n. 32, mar. 2018. Disponível em: <http://emetropolis.net/edicao/n32>

O destaque da 32ª edição da e-metropolis é o texto “Turismo, patrimônio e espaço geográfico: teoria e prática de uma ação interdisciplinar”, no qual a professora Maria Goretti Tavares, da UFPA, conta a experiência do projeto de extensão universitária Roteiros geoturísticos, realizado no centro histórico de Belém. A edição conta também com artigo “A autogestão na era das políticas neoliberais - a experiência com o programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades”, que traz uma revisão do programa no ápice da produção habitacional, com foco em São Paulo. Em “Super-heróis e anonimato nas grandes cidades: o blasé, o homem da multidão e a dupla identidade nas histórias em quadrinhos”, Marina Vieira discute o individualismo, o anonimato e a multidão nas metrópoles. Na seção entrevistas, Jilly Traganou, pesquisadora na Parsons School of Design (Nova Iorque), fala sobre sua investigação a respeito do papel do urbanismo, da arquitetura e do design na construção da operação olímpica, especialmente acerca do que ela pôde constatar no Brasil.

USO DO SOLO

Ocupação

LOPES, Eduardo Baptista; RUIZ, Thays Cristina Domareski; ANJOS, Francisco Antonio dos. A ocupação urbana no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Brasil, e suas implicações no turismo de segunda residência. urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana, v. 10, n. 2, p. 426-441, maio/ago. 2018. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S2175-33692018000200426&lng=pt&nrm=isso&tlng=pt>

O Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul é uma região que tem presenciado diversas transformações em suas formas de ocupação e expansão urbana ao longo da história. Desde as primeiras ocupações por estâncias e fazendas até as modalidades atuais, predominantemente turísticas, os municípios desta região passaram por uma série de modificações de usos e de formas. O artigo tem como objetivo principal apresentar os períodos de ocupação da região e sua relação com o turismo de segunda residência. Foi possível identificar, delimitar e analisar quatro períodos no processo de ocupação da região: estâncias e fazendas (até 1888), turismo de saúde (1888-1940), loteamentos balneários (1940-1995) e condomínios horizontais (1995-2016).

Zoneamento

RUFFATO-FERREIRA, Vera Jane et al. Zoneamento ecológico econômico como ferramenta para a gestão territorial integrada e sustentável no Município do Rio de Janeiro.  EURE, Santiago, v. 44, n. 131, p. 239-260, jan. 2018. Disponível em: <https://scielo.conicyt.cl/pdf/eure/v44n131/0250-7161-eure-44-131-0239.pdf>

A paisagem e o contexto de inserção do meio urbano no ambiente natural são importantes fatores de visibilidade nacional e internacional da Cidade do Rio de Janeiro, destacando-se como um importante motivo de se pensar em um modelo de planejamento urbano focado na conservação ambiental e na sustentabilidade do município. O artigo apresenta uma proposta de implementação do Zoneamento Ecológico Econômico como ferramenta de planejamento e gestão para o município dentro de uma perspectiva integrada onde as diretrizes para uso e ocupação do solo sejam estabelecidas de forma participativa, abrangendo diversas dimensões da sustentabilidade da cidade (ecológica, econômica e social).