Biblioteca Virtual

Dicas para Leitura

SETEMBRO/2018

A Biblioteca de Fotografia do IMS Paulista, é a primeira do país dedicada a publicações sobre o tema. Pertencente ao Instituto Moreira Salles, entidade criada em 1992 pelo embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), e especializada em literatura, música e artes visuais, possui capacidade para abrigar 30 mil itens, visa a incentivar a pesquisa no campo fotográfico e a colaborar para a compreensão da fotografia nos seus mais diversos modos de expressão. O acervo é composto por publicações de e sobre fotografia, contemplando também seus desdobramentos em áreas como cinema, moda, artes visuais e ciências humanas. Além do catálogo de obras gerais, selecionadas pela curadoria, há coleções especiais de nomes como Stefania Bril, Thomaz Farkas, Iatã Cannabrava, Vania Toledo e Steidl.

CARTOGRAFIA

Sensoriamento Remoto

MARTINS, Marcos Henrique; MORATO, Rubia Gomes; KAWAKUBO, Fernando Shinji. Mapeamento de superfícies impermeáveis utilizando ortofotos, imagens de satélite e regressão linear. Revista do Departamento de Geografia USP, São Paulo, v. 35, p. 91-101, 2018. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/131542

A expansão da impermeabilização do solo, fruto do processo de urbanização, possui potencial produtor de impactos negativos ao ambiente, como deterioração da qualidade e quantidade da água, mudanças na infiltração, escoamento superficial e subsupercial, aumento da temperatura do ambiente, dentre outros. O presente estudo tem como objetivo estimar o percentual de superfícies impermeáveis na Região Metropolitana de São Paulo a partir de ortofotos digitais (Emplasa, 2010) e imagens do sensor Operational Land Imager (OLI) do Landsat-8. Foram definidas áreas de controle, utilizadas para calibrar o modelo. A partir da ortofotos, valores percentuais de impermeabilização foram calculados para um conjunto de janelas amostrais georreferenciadas a partir da localização e dimensão dos pixels das imagens OLI. Em seguida, estes valores foram correlacionados com o Índice Vegetação de Diferença Normalizada (NDVI). Os resultados obtidos indicam que a metodologia descrita é eficiente para estimar as áreas impermeáveis.

ECOLOGIA/ MEIO AMBIENTE

Desenvolvimento Sustentável

PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. 1088 p. (Coleção Ambiental).

O livro faz parte da Coleção Ambiental, referência em estudos, pesquisas e experiências de professores, pesquisadores e profissionais da área ambiental. A publicação reúne 40 artigos escritos por 77 pesquisadores de diferentes áreas e instituições. Está dividida em quatro partes: Cidade em Ambiente Sustentável; Desenvolvimento Urbano Sustentável; Metrópole Sustentável; e Infraestrutura, Serviços e Equipamentos Urbanos. A primeira parte aborda critérios de justiça para o planejamento urbano, a saúde urbana em tempos de globalização e desafios urbanísticos e ambientais na gestão da cidade; a segunda trata de conflitos ambientais urbanos, a discriminação no acesso à água e o uso de políticas públicas de desenvolvimento econômico e regional; a terceira discute os desafios da integração entre política pública, planejamento e gestão urbano-ambiental, o planejamento urbano e as políticas ambientais na construção da sustentabilidade e a situação de favelas na metrópole e desigualdade socioespacial; e a quarta aborda temas como energia na gestão urbana sustentável, gestão de resíduos sólidos e sustentabilidade, água e infraestrutura urbana e desafios do gerenciamento sustentável de resíduos sólidos.

 

BLIACHERIENE, Ana Carla. Agenda 2030: ética e responsabilidade socioambiental na gestão das cidades do futuro. In: PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. p. 329-363.

O texto aborda os modelos de gestão pública e os modelos de cidades, a partir da perspectiva das smart cities, bem como a governança e a participação social nos espaços urbanos, como condição sine qua non para a implantação de uma ética socioambiental que dê conta da exigência da garantia da sustentabilidade nas cidades do futuro, atendendo ao que preconizam os objetivos da Agenda da ONU para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) de 2030.

 

MAGLIO, Carlos Ivan; PHILIPPI JR, Arlindo. Sustentabilidade ambiental e mudanças climáticas: desafio para o planejamento urbano das cidades. In: PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. p. 428-453.

Os autores defendem a importância do planejamento como prática racional para a busca da sustentabilidade do planeta e a conservação dos seus recursos naturais. Discutem a relação da legislação brasileira - Política Nacional de Mudanças Climáticas e Estatuto da Cidade - com os planos diretores de desenvolvimento urbano. Debatem, a partir do caso de São Paulo, os desafios dos planos diretores de promoverem sustentabilidade ao invés de agravarem os impactos ambientais com as grandes transformações urbanísticas. Trazem exemplos de política municipais em São Paulo e Rio de Janeiro, as primeiras cidades brasileiras a desenvolver ações voltadas para mitigar os impactos das mudanças climáticas. Concluem que a elaboração de estratégicas e planos de adaptação às mudanças climáticas é um novo passo no planejamento urbano para que as cidades se tornem mais resilientes e para avaliar a vulnerabilidade dos sistemas urbanos em relação aos efeitos adversos das mudanças climáticas.

 

Gestão

ALVIM, Angélica Tanus Benatti. Política pública, planejamento e gestão urbano-ambiental: os desafios da integração. In: PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. p. 612-654.

A pesquisa tem por objetivo discutir as interfaces entre as políticas urbanas ambientais instituídas depois da Constituição Federal de 1988, no bojo dos marcos legais do Brasil e do estado de São Paulo. Defende-se a integração entre instrumentos de planejamento e de gestão urbana ambiental como condição necessária para a promoção do desenvolvimento sustentável das cidades. Têm-se como objeto empírico as áreas de proteção dos mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, com destaque para as leis específicas das Áreas de Proteção e Recuperação dos Mananciais da Bacia Hidrográfica da Guarapiranga e Billings, e os desafios da integração com o novo Plano Diretor Estratégico em vigor desde 2014.

 

PISANI, Maria Augusta Justi. Gestão de riscos urbanos e a habitação social no Brasil. In: PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. p. 177-195.

As áreas ambientalmente frágeis brasileiras, normalmente associadas às encostas íngremes e aos fundos de vale, são deixadas de lado pelas ações do mercado imobiliário ao desenvolver novos loteamentos. Assim, os loteamentos regulares, que acatam legislações urbanísticas, ocupam glebas mais seguras, distantes de áreas suscetíveis a acidentes naturais; enquanto que as remanescentes acabam sendo território de ocupações irregulares e precárias. O artigo estuda a gestão de risco e as habitações sociais no Brasil. Aponta suas origens, as mudanças nas políticas públicas, marcos internacionais de prevenção de desastres, e a ocorrência de inundações e deslizamentos em conjuntos habitacionais construídos pelo poder público.

 

Impacto Ambiental

OSCAR JÚNIOR, Antonio Carlos. Suscetibilidade ao impacto pluviométrico na região metropolitana do Rio de Janeiro: estudo de caso no município de Duque de Caxias. GEOUSP: Espaço e Tempo, São Paulo, v. 22, n. 1, p. 210-226. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/110229/140881>

Nos trópicos úmidos, a pluviosidade é o principal deflagrador de desastres, repercutindo em perdas econômicas, de infraestrutura e de vidas humanas. Para o presente artigo, mapeou-se a suscetibilidade do território de Duque de Caxias ao impacto das chuvas. A metodologia baseou-se no cálculo de um indicador quantitativo referente a fatores de predisposição a desastres, e fatores antrópicos. Dessa metodologia surge o índice de suscetibilidade a chuva do sistema territorial (ISST), que permitiu: hierarquizar o território de acordo com o grau de suscetibilidade ao impacto das chuvas e demonstrar a incoerência do macrozoneamento urbano. Observou-se que mais de 40% do município apresenta um grau de suscetibilidade forte ou muito forte a chuva e que o Plano Diretor orienta a ocupação desses espaços, refletindo-se na exposição e vulnerabilidade da população local.

INDICADORES

Ambientais

DORADO, Alejandro. Serviços ecossistêmicos no contexto periurbano. In: PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. p. 536-561.

As mudanças no uso e cobertura das terras nas regiões de transição entre as regiões urbanas e rurais (áreas periurbanas) modificam o acesso aos serviços fornecidos pelos ecossistemas. As consequências dessas mudanças traduzem-se em impactos socioambientais. Nesse capítulo são discutidas algumas ferramentas metodológicas e formas de produzir indicadores viáveis para a gestão desses serviços ecossistêmicos, no que concerne ao processo de urbanização crescente, em que os espaços de transição entre as áreas urbanas, agrícolas e naturais exercem papel cada vez mais importante.

Sociais

SANTOS, Fabio Silva; GALLO, Douglas. A experiência brasileira na construção de Índices de Qualidade de Vida Urbana: planejamento e gestão urbana. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Tupã, v. 6, n. 40, p. 84-99, 2018. Disponível em: <https://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/view/1815/1764>

O objetivo do artigo é discutir a construção de índices de qualidade de vida urbana, e analisar alguns casos referência brasileiros. A utilização de indicadores sociais, urbanos e ambientais é essencial para o planejamento e gestão, contribuindo na elaboração, avaliação e acompanhamento de políticas públicas. Foi realizada ampla revisão bibliográfica e análise documental e escolhidos quatro casos: Índice de Qualidade de Vida Urbana de Belo Horizonte (IQVU-BH), Índice Sintético de Satisfação com a Qualidade de Vida de Curitiba (ISSQV), Observatório de Qualidade de Vida de Santo André e o Índice de Qualidade de Vida Urbana dos municípios brasileiros (IQVU-BR). A construção desses índices passa pela discussão de quais indicadores refletem o acesso e disponibilidade de bens e serviços urbanos. A maioria das abordagens trata de aspectos quantitativos (indicadores existentes), mas a pesquisa de satisfação e felicidade (aspectos subjetivos) é uma necessidade fundamental para compreender como uma comunidade percebe sua vida.

Urbanos

NEGREIROS, Iara; ABIKO, Alex Kenya. Normalização técnica para cidades e comunidades sustentáveis. In: PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. p. 364-389.

Melhorar a qualidade, eficiência e eficácia das operações de uma cidade depende da habilidade de mensurá-las. Uma das características do planejamento urbano integrado é possuir um conjunto de metas e medidas definido para monitoramento. Para tal, o uso de indicadores de sustentabilidade urbana é necessário, na intenção de realizar um diagnóstico, para assim definir metas mensuráveis e que permitam estruturar investimentos públicos. Os autores pesquisaram 186 indicadores, identificando instituição e país de origem, data de criação, modelo matemático e variáveis envolvidas. Desses, 39 foram analisados com profundidade. Discutem as normas técnicas que regulamentam as formas de mensuração, e o conjunto de indicadores da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

INDÚSTRIA

Concentração

MONTEIRO NETO, Aristides; SILVA, Raphael de Oliveira. Texto para discussão 2402 - Desconcentração territorial e reestruturação regressiva da indústria no Brasil: padrões e ritmos. Brasília: Ipea, ago. 2018. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2402.pdf>

O estudo tem como objetivo investigar mudanças estruturais no desenvolvimento regional brasileiro nas últimas duas décadas (1995-2015), com ênfase na avaliação da existência de concentração/desconcentração territorial da atividade industrial e do perfil do fator produtivo mais intensamente utilizado nos ramos industriais. Avalia o movimento recente de reorganização territorial da indústria, a partir da economia da região Sudeste e, em particular, do estado de São Paulo, em direção ao restante do país. Procura observar se a distribuição da atividade industrial apresenta características de mudança estrutural, simultaneamente, ora pela expansão quantitativa (adição de novos ramos industriais à estrutura precedente) à composição setorial industrial, ora pela expansão qualitativa (acréscimo de produtividade nos ramos existentes e incorporação de ramos de produtividade econômica superior).

INFORMAÇÃO

Gestão da informação

SANTOS, Nirian Martins Silveira dos; STREIT, Rosalvo Ermes. O processo decisório de governança de dados. Brazilian Journal of Information Science: Research Trends, Marília, v. 12, n. 2, p. 64-73, ago. 2018. Disponível em: <http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/bjis/issue/view/474>.

As organizações investem continuamente em tecnologia para o processamento de dados, cujo ritmo de crescimento é cada vez maior. Nesse contexto, a informação tem consolidado o seu papel de ativo organizacional, a exemplo dos recursos de tecnologia. Contudo, para que as informações gerem vantagem competitiva e sejam efetivas, é necessário estabelecer papéis e responsabilidades, bem como regras e políticas relativas à governança de dados. Assim, o objetivo deste estudo é propor um instrumento para investigar e compreender o processo decisório de governança de dados nas organizações, identificando perfis de tomadores de decisões e principais tipos de decisões nessa área. A pesquisa classifica-se como exploratória, de abordagem qualitativa, e aplica-se questionário e entrevista semiestruturada para a investigação de uma matriz de arranjos em governança de dados, composta por arquétipos de decisões, que viabilizam o mapeamento do processo decisório sobre dados. Verificou-se que esse instrumento pode ajudar a estruturação de programas de governança de dados e ser empregado para mapear e comparar os processos decisórios de governança de dados nas organizações.

MEIO FÍSICO

Hidrologia

BATISTA, José Anderson do Nascimento; LOBO, Gré de Araújo; SILVA, Eliseu Dias da. Avaliações de impactos da urbanização de pequenas bacias nas vazões de base do rio: o caso das bacias do ribeirão Jardim e do córrego da Cachoeira. Revista DAE, São Paulo, v. 66, n. 212, p. 32-40, ed. especial 2018. Disponível em: <http://revistadae.com.br/downloads/edicoes/Revista-DAE-212.pdf>

O estudo apresenta o comportamento da vazão superficial de duas pequenas bacias localizadas nos municípios de Valinhos e Vinhedo, SP. O objetivo é avaliar de forma indireta os impactos da urbanização na vazão de uma bacia hidrográfica. Compara-se o comportamento hidrológico do ribeirão Jardim em relação ao comportamento do curso d’água principal da bacia circunvizinha em processo mais adiantado de urbanização, a do córrego da Cachoeira. No segundo ano da implantação do monitoramento já foram observadas diferenças significativas na disponibilidade hídrica das duas bacias. A média da vazão específica de cada bacia não apresenta diferença significativa, devido aos elevados picos de vazão da bacia urbanizada, que compensam sua redução significativa nas vazões mínimas. Foram observadas, ainda, diferenças de 3 a 10 vezes entre as vazões terminais de estiagens máximas esperadas nas duas bacias, com vantagem para a bacia produtora em relação à urbanizada.

POLÍTICA

Participação Comunitária

BOLETIM DE ANÁLISE POLÍTICO-INSTITUCIONAL. Brasília: Ipea, n. 14, jan./jun. 2018. Disponível em:

<http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33907&Itemid=6>

Esta edição do Bapi trata do tema da participação social nas políticas públicas. Os artigos discutem experiências nacionais e internacionais, aproximando as duas agendas, e são representativos de diferentes olhares em torno da participação social, apresentando diferentes mecanismos em destaque no cenário global.

REGIÕES METROPOLITANAS

Brasileiras

MARGUTI, Bárbara Oliveira; COSTA, Marco Aurélio; FAVARÃO, César Bruno (Org.). Brasil metropolitano em foco: desafios à implementação do Estatuto da Metrópole. Brasília: Ipea, 2018. 511 p. (Série Rede Ipea. Projeto Governança Metropolitana no Brasil, 4). Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=32908&Itemid=433>.

A obra, quarto livro do Projeto Governança Metropolitana, ao registrar e analisar as experiências de conformação de novos arranjos institucionais, da construção da cooperação interfederativa e da elaboração dos Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUIs), avança em relação às publicações anteriores, seja ao oferecer uma reflexão crítica aprofundada dos temas destacados, seja ao trazer registros das experiências que amadureceram ao longo desses sete anos de articulação da pesquisa em rede. Debate na primeira parte desafios político-institucionais necessários para se avançar no desenvolvimento metropolitano, lidar com os déficit e gargalos presentes nesses territórios, além do processo de metropolização institucional, o estado da arte do arcabouço legal que rege a questão metropolitana no Brasil, do macrozoneamento e o balanço a respeito da implementação de sistemas de informações metropolitanas (SIM) nas Regiões Metropolitanas, e dos desafios associados ao financiamento do desenvolvimento metropolitano. Na segunda parte, constam os relatos de experiência recentes de doze RMs, divididas de acordo com o estágio de avanço na elaboração do PDUI. A terceira parte, oferece uma leitura comentada do Estatuto da Metrópole, evidenciando aspectos que devem ser objeto de uma revisão normativa que favoreça a superação dos aspectos contraditórios, imprecisos e omissos que restaram no texto legal.

Governança

GIATTI, Leandro Luiz; CAMPOS, Paula Prado de Sousa; FERNANDEZ, Juan Carlos Aneiros. Governança metropolitana no contexto da saúde ambiental: a necessária construção do interesse comum. In: PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. p. 655-672.

O objetivo do capítulo é promover reflexões sobre a saúde ambiental em áreas metropolitanas, considerando aspectos relacionados à governança, e explorar as dinâmicas socioambientais, que têm como foco a Região Metropolitana de São Paulo.

SANEAMENTO AMBIENTAL

Abastecimento

BUCKERIDGE, Marcos; RIBEIRO, Wagner Costa (Coord.). Livro branco da água: a crise hídrica na Região Metropolitana de São Paulo em 2013-2015: origens, impactos e soluções. São Paulo: Instituto de Estudos Avançados; Aciesp, 2018. 175 p. Disponível em: <http://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/livro-branco-da-agua/view>.

A obra é o resultado da busca por análises das causas, consequências e de proposições de ações para o futuro do abastecimento da água na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O foco principal é aumentar a resiliência da sociedade que vive na RMSP às crises hídricas que possam existir no futuro. Para isto, um grupo de pesquisadores ligados ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) se debruçou sobre o problema, tomando como exemplo a situação enfrentada em 2013/2015. O documento apresenta uma visão organizada para discutir origens, problemas e possíveis soluções para crises de abastecimento de água na RMSP. Pode-se também fazer uma leitura transversal por meio de uma visão sistêmica, que permite visualizar os pontos fracos do sistema hídrico da RMSP e apreciá-los de forma a produzir soluções cientificamente informadas.

TRANSPORTES

Cargas

HUERTAS, Daniel Monteiro. Território e circulação: transporte rodoviário de carga no Brasil. São Paulo: Editora Unifesp, 2018. 560 p.

<https://bibliotecavirtual.emplasa.sp.gov.br/documentos/dicas/2018/setembro/Territorio-e-Circulacao.pdf>

Para compreender a progressiva preponderância do transporte rodoviário de carga na formação socioespacial brasileira a partir da segunda metade do século XX, o autor propõe uma articulação teórica, envolvendo a divisão territorial do trabalho, os circuitos espaciais de alguns dos mais importantes ramos produtivos do país e a dialética entre os circuitos superior e inferior da economia urbana, no que compete aos agentes do transporte rodoviário de carga. A construção de uma base de dados primários, a partir de inúmeros trabalhos de campo, e o levantamento de dados secundários apontam a imprescindibilidade dos agentes do circuito inferior (pequenas transportadoras e caminhoneiros autônomos) para as estratégias das grandes transportadoras, bem como o papel central dos nodais rodoviários de carga na distribuição, agenciamento, frete-retorno, subcontratação, valor do frete, estratégias dos operadores logísticos e ponto de encontro entre oferta e demanda de serviços de transporte.

Pedestre

MALATESTA, Meli. Pé de igualdade. Curitiba: Editora Prismas, 2016. 166 p.

<https://bibliotecavirtual.emplasa.sp.gov.br/documentos/dicas/2018/setembro/Pe-de-Igualdade.pdf>

O livro reúne textos postados no blog da autora e artigos publicados em portal da Associação Nacional de Transportes Públicos. Meli Malatesta prestou serviços à CET - Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo durante 35 anos e teve sua atividade profissional ligada à mobilidade não motorizada, a pé e de bicicleta. O livro contém artigos técnicos, reflexões e desabafos “de quem passou a vida com planejadores e tomadores de decisões sobre políticas de mobilidade e não conseguiu testemunhar a Mobilidade a Pé ser tratada, ao menos, com o mesmo pé de igualdade das demais formas de mobilidade.” Visa contribuir na reflexão da importância da mobilidade a pé para o futuro das cidades brasileiras.

URBANISMO

Crescimento

SADER, Ana Paula Cabral. O vetor de expansão urbana Araçatuba - Birigui: uma reflexão sobre a produção do espaço urbano. Revista Nacional de Gerenciamento de Cidades, Tupã, v. 6, n. 40, p.1-19, 2018. Disponível em: <https://www.amigosdanatureza.org.br/publicacoes/index.php/gerenciamento_de_cidades/article/view/1810/1759>

Com a aceleração do processo de urbanização no país, vários centros urbanos passaram por transformações importantes, como o fortalecimento das redes urbanas e a intensificação das interações espaciais entre diferentes municípios. O processo de interiorização do desenvolvimento econômico deu substrato ao adensamento das interações espaciais e aos processos de articulação no Estado de São Paulo, incorporando novos municípios nas dinâmicas das aglomerações urbanas. Na aglomeração urbana destacam-se as cidades de Araçatuba e Birigui, que juntas contam com aproximadamente 315 mil habitantes. O processo de expansão dessas áreas urbanas vem se intensificando nos últimos vinte anos e esse texto propõe uma breve análise sobre essas cidades a partir de considerações sobre a dinâmica imobiliária e sobre os agentes produtores do espaço urbano.

Metrópoles

KOURY, Ana Paula; CAVALCANTI, Cristina Kanya Caselli; BRUNA, Gilda Collet. Metrópoles brasileiras: abrangência em macrometrópole e desafios da gestão sustentável. In: PHILIPPI JR, Arlindo; BRUNA, Gilda Collet (Ed.). Gestão urbana e sustentabilidade. Barueri: Manole, [2019]. p. 590-611.

O artigo traz um histórico da formação da sociedade urbana brasileira, com o crescimento da cidade de São Paulo, o desenvolvimento de uma economia industrial e algumas políticas dos governos federais. Em seguida apresenta o processo de instituição das metrópoles no Brasil e discute o papel do Estatuto da Metrópole. Por fim, apresenta a Macrometrópole Paulista, seus arranjos espaciais, aspectos da infraestrutura, o movimento pendular interno e os desafios ambientais do saneamento.

Sociologia Urbana

ALVES, Caio Zarino Jorge. A formação do complexo corporativo metropolitano de São Paulo baseado na distribuição das sedes dos bancos de investimento (1966-2013). GEOSUP: Espaço e Tempo, São Paulo, v. 22, n. 1, p. 96-114, jun. 2018. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/119331/140875>

A metrópole de São Paulo expressa sua condição de primazia no território, sobretudo ao coordenar os ciclos de valorização do capital estruturados na rede urbana segundo uma divisão territorial do trabalho hierárquica. Essa gestão e esse controle do território se fazem especificamente a partir de seu centro metropolitano, composto pelo desdobramento do complexo corporativo, cujo ambiente construído intensivo em ciência, tecnologia e informação é atrativo para os serviços do setor quaternário da economia. Assim, procuramos identificar o processo dinâmico de formação do complexo corporativo da metrópole informacional de São Paulo pela análise da distribuição dos bancos de investimento no tecido urbano entre 1966 e 2013, ressaltando o deslocamento da principal centralidade de negócios do Centro Principal para o Centro Paulista, num primeiro momento, e, em seguida, deste para o Centro Berrini/Faria Lima.

 

BÓGUS, Lucia Maria Machado; GUIMARÃES, Iracema Brandão (Org.); PESSOA, Zoraide Souza (Org.). Cidades no século XXI: temas em debate. São Paulo: Educ, 2018. 102 p. Disponível em: <https://www.pucsp.br/educ/ebook/egratuito.htm>.

O livro reúne um conjunto de artigos, cujos temas foram discutidos no Grupo de Trabalho “Cidades no Século XXI” durante o 18º. Congresso de Sociologia, realizado em Brasília em julho de 2017. Os oito capítulos dialogam com o tema do Congresso “Que sociologias fazemos? Interfaces com os contextos locais, nacionais e globais” e, considerando a inserção das cidades na dinâmica urbana contemporânea, foram estruturados em torno de três eixos temáticos: 1) abordagens que contemplam comparações entre cidades e apontam questões teóricas relevantes do ponto de vista dos estudos urbanos e da sociologia urbana. 2) discussão de problemas que afetam as cidades contemporâneas, especialmente no Brasil, com seus impactos nas relações sociais e nas formas de sociabilidade. 3) Análise das transformações em curso nas cidades brasileiras apontando para a dualidade que as caracteriza, com a presença de atividades ligadas ao capital globalizado e com a existência de espaços de pobreza e exclusão, com forte presença de conflitos.

Urbanização

CUSTÓDIO, Vanderli; MALOA, Joaquim Miranda. A urbanização moçambicana: uma proposta de interpretação. GEOUSP: Espaço e Tempo, São Paulo, v. 22, n. 1, p. 8-24, jun. 2018. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/125773/140870>

O objetivo geral do artigo é propor uma interpretação da urbanização moçambicana contemporânea, que se manifesta na paisagem de forma cada vez mais dual. De um lado, áreas urbanizadas e planificadas e um núcleo de desenvolvimento vertical com infraestrutura e serviços; de outro, a periferia, de desenvolvimento horizontal, majoritariamente não planificada, de construção precária e com escassas infraestruturas e serviços urbanos. O estudo buscou identificar e caracterizar as diferentes etapas da formação socioespacial moçambicana. Recorreu à geografia histórica urbana como ferramenta analítica analisando as dinâmicas urbanas dos períodos colonial e pós-colonial. Procurou captar as continuidades e descontinuidades do processo, identificando alguns arranjos e suas múltiplas determinações, que acentuam a segregação urbana entre o núcleo e a periferia.